terça-feira, agosto 01, 2017

Maina Mendes



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Mendes de Oliveira

Lisboa, 1969
Moraes Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,1 cm
292 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmou em 1977 Eduardo Lourenço, no seu prefácio a uma edição posterior da vertente obra:
«[...] mundo de frustração [...], mundo de sufocação [...], a genérica condição da mulher portuguesa [...], [constitui] só por si um acontecimento na história real e textual da moderna consciência feminina, assinalando nela a passagem da mulher como “objecto” à sua conversão em “sujeito”.
Sujeito da história, da sua própria história e das “histórias” que consagram essa conquista do seu reino [...]
[...] Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, de Fernão Lopes a Guimarães Rosa, paisagens atravessadas e recriadas, a par de outras, com uma originalidade absoluta. Não é a sua visão, nem desorbitada como a de Herberto Helder, nem irrepressível e aleatória como a de Bessa Luís. Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza. [...]»

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