segunda-feira, julho 31, 2017

Au Pays des Antiquaires



ANDRÉ MAILFERT

Paris, 1968
Flammarion, Éditeur
s.i. [1.ª edição: 1929]
texto em francês
20,9 cm x 15 cm
190 págs. + 20 págs. em extra-texto
subtítulo: Confidences d’un “maquilleur” professionel
encadernação editorial em tela impressa na pasta anterior e na lombada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aproveitando-se da douta ignorância e da credulidade de coleccionadores e curadores de museus, o industrial-antiquário André Mailfert (1884-1943) espalhou por toda a França falsas peças de estilo, de tal modo notáveis no ofício, que passaram por ser oriundas de uma tal Escola de La Loire, na linha estética de um artista-marceneiro do século XVIII – Jean-François Hardy –, personagem completamente inventado. Mas Mailfert não guardou para si o segredo do ludíbrio, como comprova este seu livro de memórias, correctamente redigido e eivado de fino humor.
Um excerto:
«[...] Le fonds bourgeois qui domine en France, l’amour de la propriété, le sentiment de l’ordre, l’esprit du classement et tout ce qui, en un mot, a forgé dans notre race l’apothéose de ce fonctionnarisme qui la tue, ont, fort heureusement, par contre, développé chez le Français l’esprit de la conservation et celui, plus prudhommesque, de la collection. [...]
Le goût de la collection des meubles et bibelots anciens vint compléter celui des tableaux – celui-là a existé de tous temps – et c’est alors que, la marchandise se faisant rare, il vint à l’idée de certains antiquaires de compléter, par des reconstitutions, ce qui manquait en authentique.
On fit de timides transformations, puis, des meubles entiers!
[...] Mais il est peut-être plus amusant pour vous, lecteur, de jeter un coup d’œil indiscret sur la technique de cette curieuse et si moderne fabrication “d’ancien”, de soulever le voile qui masque certaines “trop belles” opérations, réussies par les praticiens notoires du truquage, que de chercher à démêler les raisons psychologiques qui ont conduit une bonne partie de l’élite de nos intelectuels à vider ses goussets dans l’escarcelle béante d’avides antiquaires... [...]»

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telemóvel: 919 746 089


C’Est Arrivé en Plein Paris



YVONNE [ANNE-MARIE] DE BREMOND D’ARS
capa de [Tsuguharu] Foujita

Paris, 1957
Henri Lefebvre, éditeur d’art
[2.ª edição]
18,9 cm x 14,1 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Passionnante Aventure d’Antiquaire
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora ao conde de Paço d'Arcos (Anrique Paço d'Arcos, nome literário de Henrique Belford Corrêa da Silva)
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo tomo, de um núcleo de dezanove obras, de Le Journal d’une Antiquaire, da reconhecida antiquária parisiense especialista em mobiliário do século XVIII. O vertente livro de memórias relata os meandros e alguns episódios curiosos de uma vida profissional, que teve como palco de referência a sua loja no Faubourg Saint-Honoré. Yvonne, nascida em Nantes, era filha do conde Anatole Anne-Marie Alon Josais Hélie de Bremond d’Ars.

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Im Westen nichts Neues



ERICH MARIA REMARQUE

Berlim, 1929
Im Propyläen-Verlag
1.ª edição
texto em alemão
20,5 cm x 14 cm
288 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, capa gasta; miolo limpo
discretas assinaturas de posse na capa e no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da edição original alemã do conhecido romance A Oeste Nada de Novo, que valeu a Erich Maria Remarque (1898-1970) a feliz atenção do cineasta Lewis Milestone.

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A Oeste Nada de Novo



ERICH MARIA REMARQUE
trad. de Mário C. Pires
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1964
Publicações Europa-América
[2.ª edição]
19,1 cm x 14,2 cm
300 págs.
encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada e nos respectivos rótulos
aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A acção incide sobre as trincheiras durante a guerra de 1914-1918. Obra literária que também ao cinema deu um dos seus pontos de referência.

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Nada de Novo na Frente Ocidental


ERICH MARIA REMARQUE
trad. Acurcio Pereira

Lisboa, s.d. [1940, seg. BNP]
Livrarias Aillaud e Bertrand
3.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
310 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
carimbo de posse na pág. 7
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tempo para Amar e Tempo para Morrer

ERICH-MARIA REMARQUE
trad. de Isabel da Nóbrega
capa de Otelo Azinhais

Lisboa, 1962
Publicações Europa-América
[s.i.]
19,5 cm x 14,3 cm
456 págs.
exemplar bem conservado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras do editor na badana de suporte do volume:
«[...] Este livro não é um requisitório nem uma defesa, é um depoimento sincero e impressionante, uma pintura chocante e trágica da angústia de um soldado alemão a partir do dia em que ele compreende que a guerra está perdida. O homem que viveu na guerra nos campos de batalha quando, após dois anos de ausência, regressa de licença à sua terra natal, sente-se um estranho. Os bombardeamentos destruíram os velhos bairros. A sua casa é um montão de destroços. Os seus pais desapareceram. Reina o terror e a miséria naquele mundo sinistro e desumanizado como o campo de batalha. É a guerra. E é, também, a sensação de isolamento, a obsessão e a angústia da morte, que o lança nos braços da mulher que, na retaguarda, sofria as consequências do terror e da guerra. Romance da morte e do amor, este novo livro de Erich-Maria Remarque atinge um dos pontos mais altos da sua carreira de escritor. [...]»

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A Centelha da Vida


ERICH-MARIA REMARQUE
trad. de José Saramago
capa de Otelo Azinhais *

Lisboa, 1955
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
472 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, que conheceu na pele a I e a II Guerras Mundiais, teve o “privilégio” de ver obras literárias suas queimadas em público pelos nazis; apropriadamente, a acção do presente romance desenrola-se dentro de um campo de concentração...
Palavras do editor na badana de suporte do volume:
«[...] O seu livro desenrola-se integralmente no plano dos factos mais concretos. Não obstante, o próprio título anuncia a grande lição que se desprende destas páginas. É a da precaridade do valor humano. O espírito, fá-lo Remarque dizer à sua personagem principal, não é uma luz intangível desprendida das necessidades materiais. Quem quer que seja pode liquidá-lo, se para tanto tiver tempo e ocasião. A humanidade está constantemente ameaçada, a possibilidade do seu desaparecimento está sempre presente. É preciso salvá-la e reconquistá-la em cada momento.
E é sem dúvida esse o tema mais trágico deste livro, essa centelha espiritual sempre prestes a apagar-se, morrendo e renascendo em cada instante, protegida medrosamente por homens encurralados, obrigados sem cessar a recorrerem à astúcia para permanecerem homens.»
* Capa referida em Ilustração & Literatura Neo-Realista (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008).

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Ter e Não Ter


ERNEST HEMINGWAY
trad. Jorge de Sena
capa de António Pedro

Lisboa, s.d. [1974, seg. BNP]
Edição Livros do Brasil
2.ª edição [1.ª edição na Colecção Miniatura]
19 cm x 14,6 cm
272 págs.
encadernação editorial em tela encerada, gravação a negro e vermelho na pasta anterior e na lombada, sobrecapa em tricromia
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História dum Marinheiro


FREDERICK MARRYAT
trad. Jorge de Sena
capa e ilust. Figueiredo Sobral

Lisboa, s.d. [1945, seg. BNP]
Portugália Editora
2.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
320 págs.
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
carimbo do Grupo Desportivo A Académica da Ajuda no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frederick Marryat (1792-l848), escritor londrino, é considerado um dos mais notáveis autores de narrativas marítimas.

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Benito Cereno


HERMAN MELVILLE
trad. Maria Helena da Costa Dias
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d. [1960, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
212 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Odisseia de um Jeep Através do Atlântico



BEN CARLIN
trad. Mário da Costa Pires
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [1956, seg. BNP]
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição
21,8 cm x 15 cm
288 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Quanta decisão, quanto espírito de aventura, quanta loucura e até descaramento, foram necessários para levar a bom termo esta audaciosa viagem: a volta ao mundo em “jeep”, de que este livro conta a primeira parte, a travessia do Atlântico! As longas horas passadas no mar, dentro de um “jeep” anfíbio, os temporais desfeitos, as chegadas aos portos, constituem excelentes páginas de descritivo emocionantemente vivido. Do Canadá aos Açores, dos Açores à Madeira, às Canárias, a Marrocos, e depois Lisboa, Madrid, Paris, etc., etc., até à Inglaterra [...]»

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Aventuras de Artur Gordon Pym



EDGAR POË
trad. Alice Ogando

Porto, 1936
Livraria Civilização Editora
1.ª edição
14 cm x 9,8 cm
280 págs.
encadernação editorial em tela gravada a ouro e relevo seco na pasta anterior e na lombada
conserva a capa anterior da brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de Edgar Allan Poe (1809-1849) que veio a ser, mais tarde (1972), melhor traduzida pelo poeta e jornalista Eduardo Guerra Carneiro, para a colecção Livro B da Editorial Estampa. De qualquer modo, é sempre de interesse cultural verificar como intelectuais com responsabilidades perante um vasto público leitor, como era o caso da escritora Alice Ogando, tratavam de desenvencilhar-se das escritas dos “colegas”-autores que lhes surgiam pela frente.

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Emmanuel Mounier


JOÃO BÉNARD DA COSTA, org., trad., pref. e notas

Lisboa, 1960
Livraria Morais Editora
1.ª edição
20 cm x 15,6 cm
416 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória de Bénard da Costa:
«[...] não façamos de Mounier a voz da Igreja, mas não se tente recusá-lo como uma voz na Igreja. [...]
Desde o primeiro momento, ou seja desde o momento em que o seu caminho se definiu e Mounier decide fundar o Esprit, em 1932, que existe a consciência de que todo o homem parte de uma situação fáctica, de que a pessoa não é independente do tempo e do lugar em que se encontra, suas opções sendo pois resultantes dessa mesma situação, exigidas em e por ela própria. [...]»
Livro publicado num contexto de resistência dalguns intelectuais católicos ao regime salazarista, o dito grupo da Capela do Rato.

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domingo, julho 30, 2017

O Ângulo Raso


FERNANDA BOTELHO
[capa de Carlos Botelho ?*]

Venda Nova – Amadora, 1957
Livraria Bertrand
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
336 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreve Graça Abreu na Colóquio / Letras (n.º 161-162, Lisboa, Julho-Dezembro, 2002):
«[...] a arquitectura romanesca de Fernanda Botelho convoca técnicas, registos, géneros, artes e saberes diversificados, em virtuosidade de perfeito e geométrico equilíbrio que lhe permite integrar no romance diarística, lirismo, teatro, géneros romanescos ditos menores, em lúcida e determinada concatenação que lhes concede exactamente o espaço necessário e suficiente para que tenha lugar a problematização que constitui o romance como excesso em relação à narrativa. Romance que se apresenta, de resto, como o lugar onde a pluralidade de processos narrativos encontra a sua razão de ser. Desde o primeiro (O Ângulo Raso), Fernanda Botelho constrói a existência das suas personagens, no que de mais profundo as impulsiona, pela voz dada ao que nelas murmura e que as conduz de modo bem mais decisivo do que os acontecimentos em que participam. [...]»

* Muitas capas deste editor, à época, não indicam nome do artista gráfico ou autor de ilustração, o que dá bem a dimensão do seu desprezo por quem criava a imagem de marca dos livros do seu catálogo...

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Xerazade e os Outros


FERNANDA BOTELHO
capa de José Cândido

s.l., s.d. [Lisboa, 1964]
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
276 págs.
subtítulo: Romance (Tragédia em forma de)
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (Publicações Europa-América, vol. V, Mem Martins, 2000):
«[...] Sintetizando as perplexidades da geração de cinquenta-sessenta, os romances de Fernanda Botelho dão conta de um olhar-testemunho sobre o seu tempo, através de uma expressão distanciada a que não é estranha a ironia ou o sarcasmo e que, do ponto de vista formal, se inscreve nas técnicas e formas do Novo-Romance, seja pela via do registo seco, elíptico, descritivo, seja, com a mesma correcção da frase, por uma expansão mais fluente do discurso, a que também é presente a exploração de sonoridades rítmicas e do valor simbólico da palavra. E estes são procedimentos estilísticos que, a avaliar pela apreciação de Jorge de Sena, também parecem informar a sua poesia: “(...) árida, sarcástica, anti-lírica (...) vivendo a sua lucidez na desagregação e pela desagregação de uma desassombrada e cínica visão que usa insolitamente as palavras e os símbolos”.»

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Terra Sem Música


FERNANDA BOTELHO
capa de José Cândido

Lisboa, 1969
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
312 págs.
subtítulo: O Livro de Pitch
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Graal – Poesia. Teatro. Ficção. Ensaio. Crítica




Lisboa, Abril-Maio de 1956 a Dezembro (1956)-Julho de 1957
dir. António Manuel Couto Viana e António Vaz Pereira
colecção completa (4 números)
25,5 cm x 18,5 cm
410 págs. (numeração contínua) + 3 folhas em extra-texto
ilustrados em separado e no corpo do texto por, entre outros, António Vaz Pereira, J. Bastos Coelho, Manuel Cargaleiro, José Escada, René Bértholo, Fernando Lanhas, etc.
exemplares estimados, apresentando-se apenas o n.º 3 um pouco envelhecido mas muito razoável
acondicionados em estojo artístico de fabrico recente
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração literária, entre outros, Fernando Guedes, Fernanda Botelho, Henrique Segurado, David Mourão-Ferreira, Urbano Tavares Rodrigues, Maria de Lourdes Belchior, Fernando Echevarria, Matilde Rosa Araújo, Tomaz Kim, Ester de Lemos, Goulart Nogueira, Jacinto do Prado Coelho, Ruy Cinatti, João Palma-Ferreira, António Quadros, José Blanc de Portugal, Herberto Helder – cujo longo poema «Ciclo» ainda aparece aqui sob o título original «Para um Ciclo de Amor» –, Manuel Breda Simões, Agustina Bessa-Luís, etc.

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História de Portugal


ERNÂNI ROSAS
PEDRO DE CARVALHO
ilust. Dyas e Manuel Ferreira

Porto, s.d. [circa 1961]
Porto Editora, Limitada
[1.ª edição]
20,5 cm x 15 cm
156 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Ritmo no Verso Português


STYRBJÖRN LINDSTRAND

Lisboa, 1946
[ed. Autor] Parceria António Maria Pereira (distrib.)
[1.ª edição]
24,5 cm x 17,9 cm
16 págs.
subtítulo: Sobre três critérios não correctos dos tratados de metrificação
exemplar estimado, com pequena falha no canto superior esquerdo da capa; miolo limpo
rubricado pelo Autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tratado de Metrificação Portugueza



A. [ANTÓNIO] F. [FELICIANO] DE CASTILHO

Lisboa, 1908
Empreza da História de Portugal
5.ª edição
2 volumes enc. em 1 (completo)
17,4 cm x 11 cm
[144 págs + 1 folha em extra-texto] + 132 págs.
subtítulos: Declamação e Poética
encadernação de amador em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, julho 28, 2017

Noite Rebelde


JOSÉ FERREIRA MONTE
capa de Fernando Namora

Coimbra, 1940
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
48 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ENIGMÁTICA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR DATADA DE 1951: «APONHO AQUI A MINHA ASSINATURA SEM UM LEVE VISLUMBRE DE SAUDADE!»*
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro de José Ferreira Monte (1922-1985), que fez parte do primitivo grupo de Coimbra dos neo-realistas. Amigo próximo do compositor Fernando Lopes Graça, para quem escreveu versos destinados a serem musicados, foi na resvista Vértice que prestou relevantes serviços à cultura nacional de resistência.

* Exemplar que pertenceu a Laureano de Barros, tendo sido entregue ao mercado livreiro em Janeiro de 2010, no Porto, num leilão público a cargo da Livraria Manuel Ferreira (cat. ref. n.º 3.609).

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Escombros


JOSÉ FERREIRA MONTE
capa de Assunção Diniz

Coimbra, 1958 [aliás, 1957]
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
4 págs. + 204 págs.
subtítulo: Poemas e narrativas
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir, restauro na folhas das págs. 91-92
AUTENTICADO COM O CARIMBO DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Toca do Lobo


TOMAZ DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1947
Edições Ática
1.ª edição
21,5 cm x 14,3 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Primeiro romance do autor, que o regime salazarista, numa tentativa de ter também o seu aquilinozinho arrevesado, catapulta desde logo. Coisa que Aquilino nunca terá perdoado nem ao regime nem ao artista, e até se conta que, passados anos, certa vez, por alturas da Rua Garrett, lhe terá chegado a roupa ao pêlo. Não terá sido um gesto bonito, mas os tempos eram outros.

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O Gavião


TOMAZ DE FIGUEIREDO
ilust. José Nunes e Duarte Leite Pimentel

Lisboa, 1964
s.i.
1.ª edição
18,9 cm x 14,9 cm
32 págs.
ilustrado
acabamento com três pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um conto infantil extraído da obra então inédita Tiros de Espingarda.

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O Largo de D. Tristão


RACHEL BASTOS
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1956
Sociedade de Expansão Cultural / Edição da Autora
1.ª edição
19,3 cm x 12,5 cm
164 págs.
exemplar estimado, discretos restauros nos topos da lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Raquel Bastos (1903-1984), esposa do escritor José Osório de Oliveira, destacou-se primeiramente como soprano lírico e, só mais tarde, como escritora de algum modo preocupada com aspectos da realidade social – o que a tornou amigável nos meios neo-realistas.

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O Vento


CLAUDE SIMON
trad. Mário Cesariny de Vasconcelos
capa de António Charrua

Lisboa, s.d. [1962]
Portugália Editora
1.ª edição
19,1 cm x 13,3 cm
276 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] como a crítica tem observado, Simon assimilou o desenvolveu grande número dos processos romanescos de Faulkner: a deslocação da cronologia, longas frases carregadas de incidentes e de parênteses, multiplicação dos adjectivos – agrupados, em geral, em blocos de três –, que dão a impressão de um martelamento, o uso repetido do “porque”, do “como se”, do “talvez”, que anula as explicações, as comparações e as hipóteses, acumulando-as. [...]»

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A Náusea


JEAN PAUL SARTRE
trad. António Coimbra Martins
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1968
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,5 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse de António Vaz da Silva no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] O tema de A Náusea radica-se na linha essencial do pensamento de Sartre: é o tema da salvação pela obra de arte. Roquentin, o personagem de A Náusea justifica a sua existência pelo romance que se propõe escrever. Roquentin afirma numa página de A Náusea que o seu livro, uma vez escrito, lançará sobre o seu próprio passado uma reconfortante e valorizadora claridade.
A Náusea é, para Sartre, o sentimento de existir, é a existência reduzida a cada qual sentir-se existir, e é correlativamente o sentimento de que tudo existe. [...]»

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L’Existentialisme Est un Humanisme


JEAN-PAUL SARTRE

Paris, Fevereiro de 1946
Les Éditions Nagel
1.ª edição
18,8 cm x 12 cm
144 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto fundador da corrente filosófica que teve como expoentes vivenciais Sartre e Simone de Beauvoir.

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O Existencialismo É um Humanismo




JEAN-PAUL SARTRE
trad., pref. e notas de Vergílio Ferreira

Lisboa, 1962
Editorial Presença Lda.
1.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
278 págs.
elegante encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta na folha que antecede o ante-rosto assinatura de posse de António João Graça Gomes da Costa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE VERGÍLIO FERREIRA
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

A incursão de Vergílio Ferreira na essência filosófica do existencialismo, para além da perfeita tradução do texto de Sartre, constitui muito mais que uma lição de inteligência e de raciocínio.

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O Pintor da Vida Moderna


CHARLES BAUDELAIRE
trad. e nota preliminar de Adolfo Casais Monteiro


Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
[1.ª edição]
18,7 cm x 12,3 cm
80 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequena falha de papel no topo da lombada; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse na página de ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O próprio tradutor julga tratar-se do primeiro ensaio do poeta parisiense vertido para português. Seguramente é um conjunto de reflexões importantes acerca até de aspectos das artes plásticas hoje arrumados na sociologia da vida quotidiana e do estilismo, como o «Elogio da Maquilhagem» ou essa caracterização de «O Dândi», que muitos por cá desejaram ter sido mas não passaram da cepa torta do marialvismo fadista.

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O Terror do Mar Amarelo


CHARLES HAMOND
«versão livre de José Rosado»
capa de Amorim

Lisboa, s.d.
Edição Romano Tôrres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,5 cm x 12,5 cm
100 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Charles Hamond é (seg. BNP) pseudónimo do próprio tradutor Rosado. José Rosado – tal como Mário Domingues, Roussado Pinto, Dinis Machado e dezenas de outros prosadores que se notabilizaram durante a primeira metade do século XX –, para além de assumir em nome próprio quer o género policial, quer o género humorístico, ter-se-á desdobrado em sugestivos pseudónimos espalhados por catálogos editoriais de grande consumo popular, com certeza não por descrer no estilo ligeiro dessa escrita a metro, herdeira directa de literatura de cordel, mas porque, nisto de ficção literária, quanto maior for o ludíbrio melhor o público adere.

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A Morte Espreita pela Janela


JAMES STRONG [GENTIL MARQUES]
«versão livre de Rui Santos»

Lisboa, s.d. [circa 1943]
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
2.ª edição
19,5 cm x 12,6 cm
192 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Daniel Melo (pág. elect. «Romano Torres», 21 de Janeiro, 2014):
«[...] não eram só as capas que não eram assinadas, também os nomes que aí surgem [na colecção policial] eram em grande medida pseudónimos de autores portugueses disfarçados por nomes anglo-saxónicos... E isto tudo porque oficialmente não havia criminalidade em Portugal... E a censura funcionava. Como bem refere [José] Feitor (2010), esta colecção começou nos anos de 1940, “numa altura em que, oficialmente, não existia criminalidade em Portugal. Por isso todos os volumes eram assinados por nomes estrangeiros (embora na realidade a maioria fosse escrita por um casal português, Gentil Marques e Maria Amália Marques) e os enredos tinham lugar em locais distantes. As capas, impressas em offset em tons de azul, são de uma enorme pujança gráfica. Infelizmente, nenhuma está assinada”. [...]»

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O Relogio Parou á Meia Noite


JEFFREY LANG
trad. José Rosado

Lisboa, s.d. [1949, seg. BNP]
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,4 cm x 12,6 cm
176 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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O Veneno da «Morte Branca»


EDGAR HALE
trad. Alberto Aprá

Lisboa, 1951
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,4 cm x 12,7 cm
208 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Com o título original Coffee for One, originalmente publicado em Londres em 1949, é um dos muitos romances policiais deixados por Hale. O tradutor, o almirante Alberto Carlos Aprá, para além de livros de memórias acerca da II Guerra Mundial, destacou-se como maçon e primeiro presidente da Câmara Municipal do Lobito (1914), por indicação do governador Norton de Matos.

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O Crime de Outro


GÉO DUVIC
trad. Manuel Calado

Lisboa, 1949
Edição Romano Torres – João Romano Torres & C.ª
1.ª edição
19,4 cm x 12,5 cm
192 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, julho 27, 2017

Por Entre Fraguedos



MANUEL A. RIBEIRO

Vila Nova de Famalicão, 1941
Tipografia “Minerva”
1.ª edição
18,6 cm x 13,3 cm
328 págs.
subtítulo: Romance de costumes transmontanos. Dedicado ao povo de Trás-os-Montes
ilustrado
encadernação elegante em meia-inglesa com rótulos e florália gravados a ouro na lombada
aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance regional, marcado por um profundo conhecimento linguístico, cobrindo um autêntico repositório de informações acerca dos hábitos locais no tocante ao trabalho rural, vida doméstica, jogos de serão, alimentação, vestuário, fabrico do pão, festas, etc.
Manuel António Ribeiro (1883-1949) foi compositor e regente de várias bandas militares, professor de canto coral no Colégio Militar e nos Pupilos do Exército, e chegou a dirigir a orquestra sinfónica do Funchal. Legou-nos vasta quantidade de partituras para banda e orquestra, além de duas óperas, uma das quais – Alcipe – repetidamente representada. (Fonte: Barroso da Fonte, Dicionário dos Mais Ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, vol. 1, Editora Cidade Berço, Guimarães, 1998)

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Escritoras de Portugal


THEREZA LEITÃO DE BARROS
pref. Agostinho Campos

Lisboa, 1924 (aliás, 1927)
[ed. Autora]
1.ª edição
2 volumes (completo)
22,7 cm x 16,5 cm
250 págs. + [392 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulo: Génio feminino revelado na Literatura Portuguesa
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir, com ocasionais picos de acidez
é o n.º 201 [?] da tiragem em papel superior [não assinado]
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Com raízes antigas, em Luísa Sigêa, Joana Vaz, Paula Vicente ou Públia Hortênsia, é aqui justamente exaltada a actividade intelectual portuguesa no feminino.

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