quinta-feira, maio 25, 2017

A Literatura Indo-Portuguesa

VIMALA DEVI
MANUEL DE SEABRA


Lisboa, 1971
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
2 volumes (completo)
23,3 cm x 18 cm
372 págs. + 452 págs.
subtítulo do vol. 2: Antologia
exemplares bem conservados, miolo limpo
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um trabalho de investigação antológica e ensaística séria realizado sobre fontes primárias – isto, dado nada existir até então, apesar de tanto século de ocupação imperial portuguesa... Da leitura destes volumes sobressai uma expressão nova da língua portuguesa, aqui patente na força estética e histórico-social de perto de setenta autores reunidos no segundo volume. Mereceu um tal trabalho, à época, o Prémio Abílio Lopes do Rego da Academia das Ciências.
Do casal de autores, se Seabra ficará mais conhecido como tradutor poliglota (catalão, esperanto, etc.) cujas escolhas de seu gosto divulgou a um ritmo regular ao longo de anos, já Vimala Devi é um caso de intervenção cultural espraiado por domínios que vão da ficção à poesia, da divulgação do folclore goês à pintura, etc., etc.

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Goa, Damão e Dio


MANUEL DE SEABRA [introd., selec. e notas]

Lisboa, s.d. [1962]
Livraria Bertrand
1.ª edição
17,3 cm x 12 cm
212 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia de textos que múltiplos escritores dedicaram à presença de Portugal no Oriente, entre os quais destaque-se, desde logo, Duarte Barbosa, João de Barros, Gaspar Correia, Fernão Mendes Pinto e Diogo do Couto; Cunha Rivara, o conde de Ficalho, Alberto Osório de Castro, Mário Neves e Vimala Devi são de notar entre os contemporâneos.
É ainda de assinalar um percalço que rodeou a edição deste livro. Diz-nos uma nota de fecho o seguinte: «No momento em que ocorreu a trágica incasão do Estado da Índia, encontrava-se já este volume quase totalmente composto. Ainda foi possível, no entanto, inserir alguns novos autores que expressamente se referiram à ocupação desses territórios portugueses pelo Exército da União Indiana.» Refere-se Seabra a, por exemplo, entre outros, Francisco da Cunha Leão, Azinhal Abelho e Natércia Freire.

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quarta-feira, maio 24, 2017

O Trajo Popular em Portugal nos Seculos XVIII e XIX [junto com] O Trajo Popular em Portugal nos Seculos XVI e XVII



ALBERTO SOUZA

Lisboa, 1924 e 1925
Edição do Autor
Livraria Portugália (depositário)
1.ª edição
1 volume + 3 fascículos (completo)
32,5 cm x 25 cm (in 4.º)
[254 págs. + 8 estampas em extra-texto (tricromias)] + [XVI págs. + 16 págs. + 1 estampa em extra-texto (tricromia)] + 2 x [32 págs. + 1 estampa em extra-texto (tricromia)]
subtítulos:
I parte – 400 Gravuras Reproduzidas Directamente pela Fotografia, Segundo os Documentos da Época
II parte – 200 Gravuras Reproduzidas Directamente pela Fotografia, Segundo os Documentos da Época
profusamente ilustrado
impressão sobre papel superior, tricromias impressas sobre cartolina couché, capas de brochura com estampas coladas
volume com encadernação editorial, lombada e cantos em pele com gravação a ouro em ambas as pastas
carminado no corte à cabeça, conserva todas as capilhas
os 3 fascículos da II parte estão em brochura
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
220,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alberto Sousa, pintor discípulo do aguarelista Nicola Bigaglia e do desenhador Manuel de Macedo, legou à história literária nacional obra gráfica de ilustrador ainda hoje reconhecida. Como estudioso interessado pela arqueologia, é de lembrar a sua co-responsabilidade editorial, juntamente com Sebastião Pessanha e Virgílio Correia, na revista etnográfica Terra Lusa.
Da publicidade aquando do lançamento da vertente obra:
«Esta obra onde se vai compendiar a História do Trajo Popular no nosso país, representando um valioso cometimento, destina-se a difundir, pelo pitoresco, do vestuário do povo, o conhecimento do caracter português nas suas exteriorizações sumptuárias. Nada existindo sôbre tal matéria, ela, por isso, representa um alto serviço prestado reunindo elementos dispersos de informação e formando um vasto núcleo de consulta para os artistas, literatos e comediógrafos que procuram, na idea de revigorar a tradição, a sentimentalidade e as usanças nacionais, bases firmes para erguer a sua obra artística e literária, aproveitando todo o pitoresco da comédia popular, manifestado com ingénua exuberância, na forma de trajar. Dada a novidade e o interêsse dêste trabalho, é de crer que ao autor-editor não faltarão razões para supor o bom acolhimento que lhe será dispensado.»

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O Trajo da Nazaré




ABÍLIO LEAL DE MATTOS E SILVA
pref. Tomaz Ribas
trads. Valery Forman e Pedro Brito Aranha Risques Pereira

Lisboa, 1970
Editorial Astória
1.ª edição
trilingue (português / inglês / francês)
28 cm x 21,7 cm
86 págs.
profusamente ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa, carimbo de oferta do editor no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto e desenho são de Mattos e Silva, num documento de grande interesse foclórico e etnográfico, que teve, nos aspectos técnicos, o apoio da costureira Mariana Carepa.

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terça-feira, maio 23, 2017

Poemas Completos


MANUEL DA FONSECA
pref. José Fernandes Fafe

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,2 cm x 12,9 cm
4 págs. + IV págs. + 72 págs.
subtítulo: Rosa dos Ventos – Planície – Poemas dispersos
exemplar muito estimado; miolo limpo
57,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Um Anjo no Trapézio


MANUEL DA FONSECA
capa de Pilo da Silva

Lisboa, 1968
Prelo Editora
1.ª edição
19,7 cm x 14,3 cm
144 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neo-realista militante de partido, o Autor, todo este seu livro de contos tem o sabor literário só proporcionável por um alentejano que vem à cidade observar-nos. Uma passagem que nos ilustra sob esse olhar:
«[...] Vindo do lado da Cordoaria, a rua é estreita como um beco. Alarga à medida que desce. Mas continua sempre estreita, angustiada, exígua. Fora e dentro das casas, nos quartos divididos por tabiques, nos corredores. Até nas janelinhas de sacada, bonitas à sua maneira, mas onde mal se cabe.
É preciso falar, sair das casas, senão sufoca-se. É preciso viver à vista da rua. Contar tudo, em grupos, pelas tabernas ou de longe, de porta para porta, de janela para janela. Desabafar, senão cometem-se crimes. Gritar o que se fez ou anda a pensar fazer. O que se viu ou ouviu. Tudo. Principalmente acontecimentos da vida íntima. Nossa ou alheia.
Velhos como a rua, de pé, no minúsculo degrau que faz de passeio, os barbeiros analisam os factos, criticam. Os diálogos refilam de uma vivacidade crua e mordaz. A ninguém, homem, mulher ou criança, nenhuma palavra é vedada. Obscena, cruel, satírica, odiosa, desde que sirva usa-se de voz corrente e simples. [...]»

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Cerromaior




MANUEL DA FONSECA
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Lisboa, 1943 (Dezembro)
Editorial «Inquérito», Ld.ª
2.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
304 págs.
composto manualmente em Elzevir
encadernação em meia-francesa com elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, restauro marginal na folha das págs. 79-80
VALORIZADO PELA SIGNIFICATIVA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cerromaior (ou seja, Santiago do Cacém, terra natal do poeta e romancista Manuel da Fonseca) mereceu do escritor Almeida Langhans, no ficheiro de leitura da Fundação Calouste Gulbenkian – serviço de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes, a seguinte apreciação negativa:
«Valor – Há falta de uniformidade literária. Intenção – Narrativa dos mais mesquinhos costumes provincianos. Não aceitável. Esta obra deve ser excluída por causa do excesso de realismo do descritivo dos impulsos sexuais frequentes como um tema.» Disse.
Capa reproduzida no catálogo do Museu do Neo-Realismo, Ilustração & Literatura Neo-Realista (Vila Franca de Xira, 2008), em tudo idêntica à da edição original, excepto na cor do fundo.

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Seara de Vento



MANUEL DA FONSECA
sobrecapa do pintor [Marcelino] Vespeira

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia Limitada
1.ª edição
20,1 cm x 13,5 cm
176 págs.
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco, revestida com sobrecapa
exemplar muito estimado, somente a sobrecapa apresenta uns pequenos restauros; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Fogo e as Cinzas



MANUEL DA FONSECA
capa de Victor Palla

Lisboa, s.d. [1953]
Editorial Gleba, Lda.
1.ª edição
16,1 cm x 11,2 cm
168 págs.
é o n.º 7 da notável colecção Os Livros das Três Abelhas *, criada e dirigida pelo próprio Palla e por Aurélio Cruz
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro onde (ver Mário Sacramento, Há uma Estética Neo-Realista?, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1968) o escritor, logo no conto de abertura, «[...] descreve a decadência de valores humanos que a infiltração do capitalismo trouxe à vila pelas mãos do comboio, e mitifica assim uma idade de oiro preexistente [...].
Quer dizer: o escritor, ao criar a personagem [...] procura apoios nos quadros do passado – do passado histórico e do passado literário –, a fim de estabelecer confrontos, definir antagonismos e desencadear conflitos. [...]»

* Por se tratar da mesma época, e de um rol de títulos que, na sua grande maioria, vieram afrontar a censura vigente, embora especulando não podemos deixar de ver elos de ironia entre o nome escolhido para a colecção e as três abelhas de uma insígnia da Mocidade Portuguesa Feminina. É óbvio que livros como os publicados nessa colecção só poderiam perturbar a branda moral das peúgas passajadas ao serão por mocitas filiadas num destino de procriação, domesticidade assexuada, cabeça baixa na presença dos maridos e denúncia intriguista de vizinhos ditos subversivos.

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A Questão Religiosa


JOSÉ D’ARRIAGA

Porto, 1905
Livraria de Alfredo Barbosa de Pinho Lousada – Editora
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
XIV págs. + 106 págs.
exemplar naturalmente envelhecido, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, rasgão no rodapé das págs. VII-X sem afectar o texto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor, que, em vésperas da queda da monarquia, alerta para o verdadeiro inimigo da inteligência e do progresso:
«[...] Combatendo a reacção religiosa, não queremos attentar contra as crenças dos que a promovem e sustentam, mas trazer a paz e harmonia a todas as seitas por meio da tolerancia, que constitue a base fundamental das sociedades contemporaneas.
Não é este opusculo um grito de guerra, como o são as obras publicadas pelas associações catholicas: é mais um brado a favor da tranquillidade dos povos, tão perturbada n’estes ultimos tempos pela reacção religiosa [...].
A campanha das associações catholicas consiste em guerrear nos paizes catholicos todas as religiões estranhas, oppondo-se ao livre exercicio dos seus cultos, e pedindo aos governos medidas de rigor contra ellas. Pretende manter em nossos dias os antigos fóros e privilegios da igreja catholica, os quaes foram origem do antigo regimen absoluto, e da intolerancia religiosa, que produziu os autos de fé, os carceres da Inquisição e cruzadas expurgatorias, etc.
A mesma reacção religiosa préga o exterminio dos que não pensam com a igreja catholica, dos que não acceitam seus dogmas e preceitos, dos livres pensadores, e de todos os que sahiram do gremio catholico. [...]»

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A Inglaterra[,] Portugal e Suas Colonias



JOSÉ D’ARRIAGA

Lisboa, 1882
Typographia do Commercio
1.ª edição
20,2 cm x 14,3 cm
4 págs. + 336 págs.
encadernação em meia-inglesa com gravação a ouro e relevo seco na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, maio 19, 2017

Caça em Moçambique



[ANÓNIMO]

s.l. [Lourenço Marques], 1952
s.i. [Litografia Nacional, Porto]
1.ª edição
24 cm x 16,8 cm
72 pág. + 4 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: África Oriental Portuguesa
profusamente ilustrado a preto e a cor
exemplar estimado, discreto restauro na lombada; miolo limpo
peça de colecção
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da portada:
«Monografia apresentada pela Comissão de Caça de Moçambique por ocasião do IV Congresso de Turismo Africano realizado em Lourenço Marques em Setembro de 1952.»
Deve acrescentar-se que se trata de um impressionante documento comprovativo do crime ecológico devido à ligeireza como os países coloniais, sob o regime do lucro cego, trataram sempre a fauna, a flora e os autóctones dos lugares da terra por onde passaram. A saber: exaurir o planeta de todos os seus recursos naturais, tratar os habitantes como criadagem, objecto do prazer do homem branco ou escravos de trabalho.

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A Caça


JACINTO PEREIRA MARTINHO

Lourenço Marques, 1934
Imprensa Nacional de Moçambique
[1.ª edição]
24,6 cm x 16,9 cm
32 págs. + 9 folhas em extra-texto (oito das quais desdobráveis)
subtítulo: Colónia de Moçambique – Primeira Exposição Colonial Portuguesa – Pôrto – 1934
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Itinerario de uma Viagem á Caça dos Elephantes



DIOCLECIANO FERNANDES DAS NEVES
pref. Bulhão Pato

Lisboa, 1878
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real
1.ª edição
19,1 cm x 13 cm
4 págs. + 288 págs.
encadernação modesta em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na primeira folha-de-guarda e no frontispício
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Descrição de uma campanha de caça levada a cabo em Moçambique. Nascido na Figueira da Foz em 1829, Diocleciano das Neves foi por algum tempo director da Alfândega em Lourenço Marques. E neste lugar africano, como tantas outras figuras coloniais, forjou a oportunidade de explorar os autóctones do sertão, como predador dos elefantes, dedicando-se ao comércio do marfim. Em África acabará por falecer em 1883.

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Da Caça


ANTONIO BOMFIM, dr.

Lisboa, 1946
Livraria Clássica Editora
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
136 págs.
subtítulo: Palestras Cinegéticas
ilustrado nos cabeçalhos de capítulo
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma extensa reflexão temática acerca de um outro livro então publicado, O Problema Venatório Português (Estudo e Crítica), de José Arantes de Freitas Cruz.

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Regime Jurídico da Caça


JOSÉ ALFREDO SOARES MANSO-PRETO

s.l. [Lisboa], 1966
Boletim do Ministério da Justiça (separata)
[1.ª edição]
23,4 cm x 17,9 cm
240 págs.
subtítulo: Parecer da Câmara Corporativa n.º 4/IX – Projecto de Proposta de Lei n.º 2/IX e Projecto de Lei n.º 2/IX
exemplar como novo
juntou-se cartão de visita manuscrito pelo Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Soares Manso-Preto (1924-1993), jurista e parlamentar do regime, na altura a exercer as funções de Procurador Geral da República – tendo chegado a ser já nos anos noventa Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, cessando funções por morte –, foi autor de múltiplos pareceres legislativos, entre os quais sublinhe-se, durante a “primavera” marcelista, as suas Anotações à Lei da Imprensa, em 1972.

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Guia do Alveitar ou Vade-Mecum do Veterinario


J. F. DE MACEDO PINTO
V. J. D. MACEDO PINTO

Coimbra, 1901
Imprensa da Universidade
4.ª edição («melhorada, revista e augmentada»)
22,8 cm x 14,8 cm
VIII págs. + 224 págs.
subtítulo: Memorial Pathologico e Therapeutico e Formulario Pharmacologico
exemplar manuseado mas aceitável, restauros na capa; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Diccionario de Hippiatria Commum para Conhecimento dos Defeitos e Doenças Visiveis no Cavallo


ANTONIO LOUREIRO DE MIRANDA, coord.

Lisboa, 1858
Imprensa Nacional
1.ª edição
23,2 cm x 14,6 cm
2 págs. + XII págs. + 168 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar estimado, falhas de papel na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
carimbo de posse no frontispício
PEÇA DE COLECÇÃO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante manual veterinário.

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Diccionario de Veterinaria Homœopathica ou Guia Homœopathica para o Tratamento das Doenças dos Animaes Domesticos


J. [JULES] PROST-LACUZON
H. BERGER
[trad. anónimo]

Lisboa, 1878
Typographia Universal de Thomaz Quintino Antunes, Impressor da Casa Real
1.ª edição
21 cm x 13,5 cm
360 págs.
encadernação recente de amador em tela e papel de fantasia, com rótulo em pele gravado a ouro na lombada
não aparado, conserva apenas a capa posterior da brochura
exemplar estimado; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Vosso Cão



aa.vv.
introd. Charles Cruft
trad. Maria Frederica Simas Alves de Azevedo

Lisboa, s.d. [1947, seg. BNP; no entanto, a grafia de «sôbre» e «êle» apontam para uma data anterior ao acordo ortográfico de 1945]
João Machado da Conceição & Cia., Ltda.
s.i.
18 cm x 12,2 cm
104 págs.
subtítulo: Tudo o que deve saber sôbre êle
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
ostenta um curioso breve apontamento manuscrito no verso da capa, que diz: «Para dar brilho ao pelo dos cães é bom oleo de linhaça»
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Idóneo guia «sobre questões caninas», no intuito de os donos se encontrarem à altura de tratar os seus animais sem terem que recorrer aos serviços de veterinário.

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quinta-feira, maio 18, 2017

Filologia Barranquenha


J. LEITE DE VASCONCELLOS
nota de Gaspar Machado

Lisboa, 1955
Imprensa Nacional
22,6 cm x 16,7 cm
XVIII págs. + 218 págs.
subtítulo: Apontamentos para o seu estudo
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial de Gaspar Machado:
«Representa este volume o último trabalho preparado directamente pelo saudoso professor, que o deixara já entregue ao prelo após uma primeira revisão. [...]»

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Fonologia Mirandesa


JOSÉ G. C. HERCULANO DE CARVALHO

Coimbra, 1958
[ed. Autor]
1.ª edição
24,6 cm x 18,3 cm
6 págs. + 162 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«[...] este trabalho, que eu não projectei como uma réplica aos Estudos [de Filologia Mirandesa] de Leite de Vasconcelos, mas antes como uma ‘mise au point’, que se me impôs como indispensável, antes de empreender qualquer outro estudo sobre este dialecto. [...]»

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Imprensa Nacional


[ANÓNIMO]

Lisboa, 1975
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
1.ª edição
vol. I [único volume publicado]
26,3 cm x 22,6 cm
524 págs.
subtítulo: Actividade de uma Casa Impressora – 1768-1800
encadernação editorial em tela encerada impressa a negro e vermelho na pasta anterior e na lombada
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inventário das obras impressas sob os auspícios do Estado desde a fundação da Imprensa Nacional.

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Imprensa Nacional


RAMIRO FARINHA

Lisboa, 1969
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
26,1 cm x 18,2 cm
80 págs.
subtítulo: Sinopse da Sua História – II Centenário, 1768-1968
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado, capa marcada pela presença continuada da luz; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, maio 17, 2017

O Concerto das Buzinas


VIRGÍLIO MARTINHO
capa de Henrique Ruivo

Lisboa, 1976
Empresa de Publicidade Seara Nova, S.A.R.L.
1.ª edição
18,4 cm x 11,6 cm
176 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada, contracapa ligeiramente manchada; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Relógio de Cuco


VIRGÍLIO MARTINHO
capa de Soares Rocha

Lisboa, 1973
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição [em livro]
18,5 cm x 13,2 cm
88 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Narrativa originalmente publicada em folhetim no suplemento & etc... do Jornal do Fundão. A publicação deste livro continua envolta em mistério, visto que o editor do periódico, Vitor Silva Tavares, chegou a escrever-lhe, a pedido, um longo prefácio, que ficou omisso.

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O Grande Cidadão


VIRGÍLIO MARTINHO

Lisboa, 1963
Editora Arcádia, Limitada
1.ª edição
18,1 cm x 10,6 cm
296 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR E PELA INCLUSÃO DA MISSIVA DO AUTOR AO DESTINATÁRIO DA OFERTA
é o exemplar n.º 632 de uma tiragem controlada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Virgílio Martinho nasceu em Lisboa em 1928 [m. 1994], mas viveu toda a sua infância pela província, onde seu pai era ferroviário. Voltou à capital, já na adolescência, e aqui estudou e completou um curso secundário, sendo actualmente desenhador técnico. Dedicando-se à literatura, publicou um pequeno volume, Festa Pública, integrado na colecção A Antologia em 1958, organizada por Mário Cesariny de Vasconcelos, o que lhe valeu o apodo de prosador surrealista. [...]
O Grande Cidadão tem um certo ar de romance de antecipação. Na cidade onde a acção se passa, as ruas, as praças, os parques, as estradas, e também os governantes, as gentes, não possuem nomes do nosso tempo, determinados, comemorativos, de homenagem, mas sim nomes espaciais, quantitativos, geométricos; e os homens que dominam a cidade, sob as ordens do Grande Cidadão, são louros, fortes, super-homens feitos em série. Mas só aparentemente este romance é de antecipação: o que se quis foi dar em forma romanesca, despersonalizando o mais possível o espaço e o tempo, o processo impiedoso e terrível de todos os regimes totalitários, actuais ou passados. E com esse processo, a história daqueles que arriscam tudo para combater “O Grande Cidadão”, que se obstinam na humanidade, nos quais subsiste a face humana capaz de amar verdadeiramente, capaz do sacrifício e da solidariedade.»
Deve sublinhar-se, de passagem, o quão devedor é este romance do 1984 de Orwell...

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O Grande Cidadão


VIRGÍLIO MARTINHO
capa de Mário Henrique Leiria
posf. Ricarte-Dácio e Joaquim Benite

Lisboa, 1976
Plátano Editora
1.ª edição
18 cm x 11 cm
180 págs.
exemplar muito estimado, capa suja; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Versão teatral do romance homónimo.

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A Caça


VIRGÍLIO MARTINHO
capa, grafismo e ilust. João B. [João Botelho, cineasta]

s.l. [Porto], 1 de Abril, 1974
A Regra do Jogo (Edição de José M. C. Sousa Ribeiro)
1.ª edição
21 cm x 12,6 cm
82 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Menino Novo



VIRGÍLIO MARTINHO
capa e grafismo de Vitor Silva Tavares

Lisboa, 1988
Edição do Autor
1.ª edição
21 cm x 12,6 cm
44 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Carlos Silva
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Danças e Dançarinos em Lisboa



MÁRIO COSTA

Lisboa, 1962
Câmara Municipal de Lisboa
[1.ª edição]
21,8 cm x 16 cm
346 págs. + 26 extra-textos impressos a preto e branco
subtítulo: História, Figuras, Usos e Costumes
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Estudo histórico e antropológico das danças e sua origem, do mesmo modo que é, simultaneamente, uma crónica da sociedade lisboeta. Do vulgar baile de salão à roda folclórica, passando pelas marchas e arraiais populares e enumerando figuras emblemáticas como pianistas, mestres de dança ou professores, tudo o autor teve em conta num texto agradável e dinâmico.

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Novo Methodo de Danças de Salão ou O Verdadeiro Guia das Danças Modernas – Composto expressamente para uso dos portuguezes



A. LOPES

Porto, 1885
Papelaria e Typ. Azevedo
1.ª edição
19,2 cm x 14,4 cm
XIV págs. + 354 págs. + 42 folhas em extra-texto (gravuras) + 11 desdobráveis em extra-texto (partituras)
profusamente ilustrado
encadernação editorial assinada A. R. Leite – Enc., inteira em tela gravada a negro e ouro nas pasta anterior e lombada, e a seco na pasta posterior
corte das folhas carminado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
470,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«[...] É preciso que façamos uma ideia mais elevada d’esta bella arte. É preciso que a consideremos como parte integrante d’uma boa educação, e que nos convençamos de que o seu estudo é um verdadeiro exercicio de gymnastica, mas gymnastica de sala, e por isso mesmo um meio hygienico proprio para desenvolver os membros na creança e no adulto. [...]
O estudo da dança não é portanto um estudo superfluo, e impõe-se tam naturalmente a uma sociedade culta que, se fôrmos buscar a sua origem, teremos de remontar até ás primeiras gerações. Ella apparece-nos até preconisada pelo proprio Moysés, que a auctorisou como divertimento justo e necessario nas horas do descanço. Era rude e grosseira como rudes e grosseiros eram os costumes dos tempos primitivos; porém a dança sempre inherente aos costumes dos povos, caminhou a par com a civilisação, aperfeiçoando-se e circumscrevendo-se a regras fundamentaes e invariaveis. [...]»

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Manual de Dança e do Cotillon


[ANÓNIMO]

Lisboa, 1916
Editor Arnaldo Bordalo | Livraria Bordalo
9.ª edição («correcta e extraordinariamente aumentada»)
18,6 cm x 12,1 cm
152 págs.
subtítulo: Cotillon com e sem acessorios
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo, ocasionais manchas de acidez
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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El Progreso Industrial



ISAAC SAN MARTIN Y GARCIA

San Sebastian, 1885
Establecimiento Tipográfico de L. Duras y C.ª
2.ª edição (corrigida e aumentada)
20,5 cm x 13,3 cm
112 págs.
subtítulo: Fabricacion sencilla y económica de jabon, aguardientes, vinagre, cerveza, gaseosa, vinos, licores, jarabes, barnices, etc., etc.
encadernação recente de amador em pano cru com rótulo colado sobre a pasta anterior
conserva somente a capa de brochura posterior (com informação publicitária)
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur

Dizia, em anúncio próprio, da época, a Revista Popular de Conocimientos Utiles (ano V, tomo XVI, [Madrid], 31 de Agosto, 1884):
«[...] La obra El Progreso Industrial está escrita con tanta claridad, que basta leerla una vez para saber fabricar todo lo que en ella se explica. Varios periódicos se han ocupado de este libro, y lo han recomendado á sus suscritores. Para la fabricacion de estas industrias no se necesitan aparatos especiales, y puede empezarse su explotacion con 15 ó 20 duros. Para la fabricacion de estas industrias con toda perfeccion no se necesita la enseñanza práctica. Los procedimientos que se emplean en la fabricacion, son ten faciles, que una vez leido nuestro libro El Progreso Industrial, no hay persona, por torpe que sea, que deje de elaborarla. [...]»


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domingo, maio 14, 2017

Silvicultura


MÁRIO D’AZEVEDO GOMES
capa de Mário M. Nogueira
ilust. Ribeiro

Lisboa, 1947
Livraria Sá da Costa
[1.ª edição]
20,2 cm x 14,9 cm
240 págs.
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
etiqueta e carimbo da biblioteca dos Serviços Florestais no ante-rosto e no rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Monografia do Parque da Pena


MÁRIO DE AZEVEDO GOMES
ilust. fotog. Salvador Fernandes

Lisboa, 1960
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
25,3 cm x 18,7 cm
360 págs. + 60 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas) + 3 encartes, dois dos quais desdobráveis (mapas)
subtítulo: Estudo Dendrológico-Florestal
profusamente ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
dedicatória de posse no ante-rosto
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da descrição pormenorizada do parque florestal. No final o autor apresenta uma relação por ordem alfabética dos exemplares botânicos mais interessantes e a sua localização no terreno.

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Cintra Pinturesca, ou Memoria Descriptiva da Villa de Cintra, Collares, e seus arredores



[VISCONDE DE JUROMENHA]

Lisboa, 1838
Typographia da Sociedade Propagadora dos Conhecimentos Uteis
1.ª edição
22,3 cm x 14,6 cm
2 págs. + 232 págs.
muito elegante encadernação da época em pele e papel de fantasia, com invulgar gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo 
175,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, João Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, visconde de Juromenha, segundo Inocêncio Francisco da Silva, «Nasceu a 25 de maio de 1807, n’uma casa da rua de S. Domingos, á Lapa em Lisboa, sendo filho primogenito do 1.º visconde de Juromenha, Antonio de Lemos Pereira de Lacerda, tenente general, e de sua mulher D. Maria da Luz Willougby da Silveira. Depois dos primeiros estudos no collegio de S. Pedro e S. Paulo, vulgo Inglezinhos, passou para o collegio dos nobres, então dirigido pelo professor Ricardo Raymundo Nogueira, um dos governadores do reino na ausencia de el‑rei D. João VI, emquanto a côrte portugueza se conservou no Brazil; e d’ahi foi para Coimbra, onde fez o exame de preparatorios, em que incluiu os dos idiomas francez, inglez, latinidade e grego, matriculando‑se em seguida nos cursos de mathematica e philosophia, que teve que interromper por causa da guerra civil. Seguindo a causa do sr. D. Miguel, devidamente auctorisado por seu pae para deliberar e votar, assistiu á reunião dos tres estados do reino, em julho de 1828 [...].
Não tem, por sem duvida, devido á excessiva modestia do seu viver, e ao limitado de suas relações litterarias e scientificas, muitos titulos de academias ou corporações litterarias. Pertenceu ao antigo conservatorio dramatico, e ultimamente lhe conferiram, sem o solicitar e sob proposta do academico sr. Silva Tullio, o diploma de socio correspondente da academia real das sciencias de Lisboa.
A sua estreia, na carreira das boas letras, foi a publicação da obra [...] Cintra pinturesca, 1838‑1839, trabalho revisto por Alexandre Herculano, com quem estabelecêra relações por intermedio do seu antigo condiscipulo e brilhante escriptor, Ignacio Pizarro de Moraes Sarmento, conservando sem interrupção e sem azedume essas relações com o distincto historiador, apesar da profunda divergencia de opiniões politicas. [...]» (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo X [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1883)


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