quinta-feira, agosto 17, 2017

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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todas as obras fotografadas correspondem aos exemplares que se encontram à venda
livros usados
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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


L’Arrache-Cœur [junto com] Chansons Possibles, ou Impossibles


BORIS VIAN
pref. R.[Raymond] Queneau

Paris, 1971 e 1968
Jean-Jacques Pauvert éditeur
Philips
livro: 38.º milhar [neste editor, a edição original é de 1953 nas Éditions Pro Francia-Vrille]
disco: prensagem original
[21 cm x 13,4 cm] + [31,4 cm x 31,4 cm]
228 págs. + 1 disco LP estereofónico (vinil)
exemplar do livro bem conservado, miolo limpo; disco como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Vian, engenheiro, músico de jazz, tradutor, boémio crítico do existencialismo sartreano, como escritor será um sucesso de vendas livreiras póstumo, apesar de ter até aberto as hostilidades sob o heterónimo Vernon Sullivan com um livro logo apreendido e interditado em tribunal por “ultraje aos bons costumes”. Via-se ele, a si mesmo, como alguém nascido «[...] à porta de uma maternidade fechada por uma greve com ocupação. Grávida das obras de Paul Claudel (desde aí é que o não gramo), a minha mãe já ia no 13.º mês e não podia esperar mais pela Concordata. [...] Em força e juízo cresci, mas sempre feio apesar de enfeitado com um sistema piloso descontínuo embora muito farto. No que respeita à cara, era igual à da Vitória de Samotrácia. De repente, porém, a minha fisionomia transformou-se e comecei a parecer-me com o Boris Vian. Daí o meu nome.» (Fonte: Aníbal Fernandes, «A Espuma de Bison Ravi: Uma Cronologia», in As Formigas, Assírio e Alvim, Lisboa, 1984)
Para não variar, ao vertente romance ninguém prestou qualquer atenção até o editor Pauvert, em 1962, o haver restituído a uma geração de leitores predispostos a transformar o seu autor em objecto de culto. E é neste contexto que também as empresas discográficas se dão conta do irónico filão musical contido em canções como «La Java des Bombes Atomiques», «Fais-Moi Mal Johnny», «Le Déserteur» ou «Complainte du Progrès», algumas delas vocalizadas pelo próprio Vian.

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ARMANDO MARTINS JANEIRO

Tóquio, 1954
Livraria Maruzen
1.ª edição
bilingue português – japonês
22,6 cm x 16,4 cm
2 págs. + 58 págs. (português) + 8 págs. (com 4 cromos polícromos colados) + 28 págs. (japonês)
impresso sobre papel de arroz
acabamento com laçada de fio
exemplar em bom estado de conservação, pequena falha de papel na contracapa; miolo irrepreensível
é o n.º 196 de uma tiragem de apenas 250 exemplares
acondicionado num elegante estojo de fabrico recente
PEÇA DE COLECÇÃO
500,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cent Phrases pour Éventails



PAUL CLAUDEL

Paris (Tóquio), 1949
Librairie Gallimard (Koshiba)
s.i. [2.ª edição europeia]
18,9 cm x 10,9 cm
136 págs. (não num.)
exemplar envelhecido mas aceitável; papel do miolo com alguns sinais de foxing
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reprodução litografada do manuscrito de Paul Claudel (1868-1955), anteriormente publicado pela Casa Koshiba, em Tóquio, no ano de 1927. Bem Claudel conheceu o Extremo Oriente, que, na qualidade de diplomata aí colocado, teve a oportunidade de se inspirar nessa cultura distante, a todos os títulos estranha, legando-nos neste breve livro a sua transposição poética dalguns ideogramas.

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Poesia 61




CASIMIRO DE BRITO
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
GASTÃO CRUZ
LUIZA NETO JORGE
MARIA TERESA HORTA
capa de Manuel Baptista

Faro, 1961
ed. autores
1.ª edição
5 fascículos (completo)
21,3 cm x 14 cm
24 págs. + 16 págs. + 16 págs. + 16 págs. + 24 págs.
títulos individuais: [1] Canto Adolescente; [2] Morfismos; [3] A Morte Percutiva; [4] Quarta Dimensão; [5] Tatuagem
cada fascículo tem acabamento com dois pontos em arame
protegidos por uma capilha
acondicionados num luxuoso estojo de fabrico recente
exemplares como novos, discreto restauro nos topos da capilha; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
420,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da obra emblemática – ou conjunto de obras – que esteve na origem de um movimento literário que, para a História da Literatura, ficou conhecido pelo título genérico. O propósito programático era limpar o discurso poético da narratividade que fazia escola entre os melhores escritores do colectivo presença, como Nemésio, Sena ou Régio, e mesmo fora da presença, autores como Cesariny, Herberto Helder ou Ruy Belo. Propósito não alcançado: os minimalismos estruturalistas, as escritas abstractizantes, os crochés linguísticos dessa época acabaram por soçobrar à urgência de comunicação proporcionada pela viragem sócio-política do 25 de Abril. Não por acaso, tanto Fiama Hasse Pais Brandão como Luiza Neto Jorge, muito antes de serem surpreendidas pelos factos históricos reflectidos na vida quotidiana, já vinham fazendo boa carreira onde a linguagem não constituía um mero instrumento de aeróbica gramatical.

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terça-feira, agosto 15, 2017

A Geração de 1870





MANUEL MENDES
capa de João Abel Manta

[Lisboa, 1960]
Jornal do Fôro
1.ª edição [única]
7 fascículos protegidos pelas respectivas capilhas (obra incompleta, é tudo quanto se publicou)
25,8 cm x 20,5 cm
344 págs. [aliás, 336 págs. (as primeiras 8 págs., embora anunciadas para breve, em aviso do editor aqui incluso, também nunca chegaram a ser impressas)] + 1 desbobrável (prospecto editorial) + 1 postal (requisição de assinatura da colecção) + 1 folha-volante (aviso do editor acerca das oito páginas do frontispício)
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
apresentam-se na forma original de comercialização *, acondicionados num elegante estojo de confecção manual recente, forrado a papel de fantasia com efeitos florais em veludo
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra, que seria de grande fôlego ensaístico se Manuel Mendes (1906-1969) tivesse tido a oportunidade de nos dar a conhecer o que aqui falta. Porém, com «[...] toda a sua obra de escritor condicionada pela censura prévia, apenas nos jornais clandestinos e manifestos da Oposição Democrática a sua pena exprimiu de forma contundente aquilo que sentia. [...]» (Ver Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

* Os exemplares que chegaram até nós assim preservados não devem ser aparados, cosidos ou encadernados, dada a importância do seu testemunho físico, enquanto peças para a história das artes tipográficas e editoriais; a sua conservação dentro de estojos, de que o vertente exemplar constitui modelo, é a mais correcta.

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Cemitério Marinho



PAUL VALÉRY
trad. Edmundo Vasconcelos
«ensaio de interpretação» de Rudolf Palgen
ilust. Mira Schendel

São Paulo (Brasil), s.d. [1981]
Círculo do Livro S.A. | Massao Ohno-Roswitha Kempf – Editores
1.ª edição
30,5 cm x 19,4 cm
152 págs. [9 extra-textos a cor colados]
ilustrado
cartonagem editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem «fora de Comércio» de apenas 1.000 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO TRADUTOR AO ESCRITOR ALMERINDO LESSA
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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[Colecção] & etc – Contramargem




aa.vv.

Lisboa, 1979 a 1984
& etc
1.ª edição (todos)
20 brochuras (completo)
20,6 cm x 16,7 cm
16 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 20 págs. + 24 págs. + 16 págs. + 32 págs. + 16 págs. + 24 págs. + 28 págs. + 36 págs. + 20 págs. + 32 págs. + 28 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 40 págs. + 28 págs. + 28 págs.
ilustrados
autores e títulos:
1 – CAMILLO CASTELLO BRANCO, Maria! não me mates, que sou tua mãe!
2 – GUERRA JUNQUEIRO, A Torre de Babel ou A Porra do Soriano seguida de As Musas
3 – CHARLES FOURIER, Quadro Analítico da Corneação
4 – BLAISE CENDRARS, O Fim do Mundo Filmado pelo Anjo N. S.
5 – HOMEM-PESSOA, O Bispo de Beja (retirado do mercado pela Polícia Judiciária)
6 – JONATHAN SWIFT, Proposta Modesta para Evitar Que os Filhos dos Pobres da Irlanda Sejam um Fardo para os Seus Pais, ou País, Tornando-se Úteis à Comunidade
7 – PIERRE LOUŸS, Manual de Civilidade para Meninas Destinado às Escolas
8 – JOÃO DE DEUS, Criptinas
9 – HENRY MILLER, Ler na Retrete
10 – RICHARD CONNELL, Zaroff – O Jogo Mais Perigoso
11 – FIALHO D’ALMEIDA, Fialho Negro
12 – QUEVEDO, Graças e Desgraças do Olho do Cu
13 – CAMÕES DO ROSSIO, Martinhada
14 – SINÉSIO DE CIRENE, Elogio da Calvície
15 – GREGÓRIO DE MATOS, «Boca do Inferno»
16 – CONDE DE LA TROMPETTE, A Arte de Peidar
17 – PAUL VERLAINE, Hombres
18 – PADRE CAMÕES, Testamento de D. Burro, Pai dos Asnos
19 – LUCIANO DE SAMÓSATA, Os Amores
20 – ANTÓNIO LOBO DE CARVALHO, Se a Lira Pulsas e o Pandeiro Tocas...
impressos sobre papel dito manteigueiro, compostos manualmente em elzevir até ao n.º 10 sendo os restantes em linotype
encadernação inteira em linho cru com gravação a vermelho na pasta anterior e na lombada
ligeiramente aparados, conservam todas as capas
exemplar como novo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
700,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colecção concebida, traduzida e ilustrada por Aníbal Fernandes, que contou com a colaboração pontual de Manuel João Gomes (n.º 14) e de Luiza Neto Jorge (n.º 17). Pode dizer-se deste conjunto de títulos escolhidos que se trata de um exemplo de cobiça editorial, que veio a dar fruto nalguns catálogos de editores culturalmente menos afortunados. Pequenas pérolas, como sejam os textos de Camilo, Swift, Pierre Louÿs, Quevedo ou Verlaine, acabaram depois por vir a ser objecto de edições oportunistas.

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Coisas


aa.vv.

Lisboa, Fevereiro-Março de 1974
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,5 cm x 15,3 cm
176 págs.
ilustrado
capa impressa a uma cor sobre o lado rude de cartolina duplex, sobrecapa a duas cores sobre o lado mate de papel kraft
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro editado pela casa & etc, até aí unicamente responsável por publicação periódica homónima. Dado o carácter globalmente agreste, linguagem a condizer, desenhos não menos acutilantes, e porque traz data de impressão anterior ao 25 de Abril que correu com a polícia política e a censura, foi obra que ainda se viu sujeita às técnicas de venda de mão em mão e por baixo dos balcões. Reúne intervenções escritas e ilustrações de Adelino Tavares da Silva / [Carlos] Ferreiro, António [Tavares] Manaças / Eurico [Gonçalves], Baptista-Bastos / Lud, Carlos Porto / Figueiredo Sobral, José Martins / João Rodrigues, Nelson de Matos / Ana Machado, Paulo da Costa Domingos / Gonçalo [Duarte], Pedro Oom / Lud, Virgílio Martinho / [Maria] Aurélia, Vitor Silva Tavares / Aldina [Costa].

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Notas para um prefácio (a haver) com pedido de posfácio


VITOR SILVA TAVARES

Lisboa, 2017
ed. viúva frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
28 págs.
ilustrado
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de apenas 150 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um texto de Vitor Silva Tavares, que se encontrava inédito, e cuja importância literária é indesmentível. A propósito de redigir um prefácio para o livro Relógio de Cuco, de Virgílio Martinho, o primeiro editor dessa narrativa, originalmente saída em folhetim no & etc... do Jornal do Fundão, vai juntando notas avulsas ao correr do tempo, em que, melhor que qualquer exegeta profissional, mete na ordem algum surrealismo tresmalhado, enquanto chama os bois do neo-realismo pelos nomes que lhes são adequados. Acaba por ser uma peça teórica de acintosa violência verbal, insuportável sem dúvida para os mansos ouvidos de quem acabou a levar por diante essa edição... omissa do “prefácio”.

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Sião Doc. Interno


PAULO DA COSTA DOMINGOS
ÓSCAR FARIA
MANUEL DE FREITAS
et alli

Lisboa, 2017
ed. viúva frenesi
1.ª edição [única]
19 cm x 13 cm
56 págs.
ilustrado
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de 150 exemplares
7,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brochura coligindo documentos internos da editora frenesi relativos à incidência cultural da antologia poética Sião (ed. 1987) ao longo dos decorridos trinta anos desde o seu aparecimento nos escaparates. Brochura publicada como texto de apoio à exposição comemorativa desses trinta anos, ocorrida recentemente no Sismógrafo (Porto, Abril-Maio, 2017).

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Resumo | das Regras Geraes | Mais Importantes, e Necessarias | para a Boa Intelligencia | do | Cantochaõ, | com huma Instrucc,am para os | Presbyteros, Diaconos, e Subdiaconos, Conforme | o Ufo Romano





LUIS DA MAIA CROESSE’R, padre

Coimbra, 1741
Na Officina de Antonio Simoens Ferreyra, Impressor da Univerfidade
«dado novamente ao prelo [...] com varios accrescentamentos, que vam notados com efte fignal*»
23,1 cm x 17 cm
[2 págs. (folha de rosto) + 94 págs.] + 10 págs. (notação musical manuscrita)
encadernação da época (restaurada) inteira em pele, gravação a seco na lombada, folhas-de-guarda recentes
corte carminado
exemplar estimado; miolo limpo, boas margens, papel sonante
no frontispício sujidade e assinaturas de posse de José Joaquim de Carvalho e Goes (que foi vigário-geral de Aveiro nos finais do século XIX)
PEÇA DE COLECÇÃO
700,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«D. Carlos de Jesus Maria, Conego regrante de S. Agostinho no mosteiro de Sancta Cruz de Coimbra, e depois no de S. Vicente de Fora de Lisboa, onde exerceu o officio de Cantor mór, e Vigario do Coro. – Foi natural de Lisboa, e m. a 11 de Agosto de 1747, quando contava apenas 34 annos d’edade.
[O] Resumo das regras mais importantes e necessarias para a boa intelligencia do Cantochão [...] [S]ahiu com o nome do P. Luis da Maia Croesser, que é como se vê o anagramma puro do seu proprio.
Esta edição, que aliás inculca ser segunda, [...] é a mesma que a Bibl. Lusitana e o pseudo Catalogo da Academia designam menos exactamente com o titulo simples de Arte do Cantochão.»

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Processionarium | Monasticvm | Juxta Consuetudinem | Monachorum Nigrorum Ordinis | S.P.N. Benedicti | Regnorum Portugaliæ





Conimbricæ, M.DCLXXXXI [Coimbra, 1691]
Apud Emmanuelem Rodericum de Almeyda [Na oficina de Emanuel Rodrigo de Almeida]
[2.ª edição ? (há notícia de uma edição de 1620)]
18,1 cm x 13,5 cm [17,6 cm x 12,5 cm (miolo)]
8 págs. (frontispício, licenças e índice) + 235 págs.
ricamente impresso a duas cores
encadernação antiga inteira em pele com gravação a ouro em ambas as pastas e na lombada
aparado, com boas margens
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante, com restauro nas três primeiras folhas afectando o texto no verso do rosto
discreta inicial de posse no frontispício à esquerda alta
RARÍSSIMA PEÇA DE COLECÇÃO
1.200,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de liturgia completa para procissões com a primitiva notação musical em neumas (dito canto gregoriano), que mandou «imprimir o P.[Padre] D.[Dom] Abbade Géral da Religião fagrada do grãde Patriarcha S. Bento, nefte Reyno de Portugal, com as mais ceremonias, & funçoens Regulares a elle adjuntas conforme ao ritu de tão antiga, & efclarecida familia. [...]» (segundo a licença do «qualificador» do Santo Ofício, frei Manuel de Santo Atanásio).

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Poly no Ribatejo


CÉCILE AUBRY
trad. Maria Amélia Bárcia
ilust. Christiane Dufour

Lisboa, 1975
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
20 cm x 13,9 cm
216 págs. + 3 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto e a cor em separado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apesar da data de publicação, o cenário em que decorre a vertente aventura não é a Herdade da Torre Bela...

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Au Portugal avec Carlito


COLETTE NAST
fotog. E. C. van Houten

Paris, 1960
A. Hatier
1.ª edição
texto em francês
22,6 cm x 18,6 cm
32 págs.
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, agosto 14, 2017

Circo


LEÃO PENEDO
capa de Rudy

Lisboa, 1945
Editorial «Gleba», L.da
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
472 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor neo-realista convencional, Leão Penedo (1916-1976) viu este seu livro passado ao cinema no, pouco ou nada feliz, filme Saltimbancos de Manuel Guimarães, em 1951, acerca do qual escreveu José Cardoso Pires:
«[...] Com vários defeitos – que vêm do argumento à realização – “Saltimbancos” fica na nossa história do cinema [...] como o primeiro filme inteiro, de intenção firmemente honesta e nada transigente com êxitos fáceis, que se produziu em Portugal. [...]» (in Manuel Costa e Silva, Do Animatógrafo Lusitano ao Cinema Português, Editorial Caminho, Lisboa, 1996)
Resta chamar a atenção para o facto de o livro haver saído na mesma editora que publicou, no mesmo ano de 1945, O Triunfo da Morte de Gabriele d’Annunzio, livro este inspirador do nazi-fascismo.

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Uma História da Fotografia


ANTÓNIO SENA
capa de Lígia Pinto
grafismo de Julieta Matos

Lisboa, 1991
Imprensa Nacional – Casa da Moeda | Europália 91
1.ª edição
20,8 cm x 14,7 cm
184 págs.
subtítulo: Portugal 1839 a 1991
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um primeiro ensaio – não propriamente uma síntese – do que virá a ser a obra-prima de António Sena: o seu gigantesco álbum História da Imagem Fotográfica em Portugal – 1839-1997 (Porto Editora, 1998).

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A Fotografia em 12 Lições


ARNALDO FONSECA

Lisboa, 1911
Armazens Grandella & C.ª – Editores
1.ª edição
17,7 cm x 11,7 cm
4 págs. + 172 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Guia do Photographo


ARNALDO FONSECA

Lisboa, s.d. [circa 1905]
Worm & Rosa
1.ª edição («Edição unica e definitiva»)
19 cm x 12,4 cm
6 págs. + 90 págs. + 4 págs. (anúncios)
composto manualmente e impresso nas oficinas do mestre-tipógrafo Libânio da Silva
exemplar envelhecido mas aceitável, capa manchada e gasta; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um manual prático, cobrindo todas as vertentes dessa arte: óptica, mecânica e laboratorial. Arnaldo Fonseca notabilizou-se pelo impulso que deu em Portugal à introdução e vulgarização da arte fotográfica, tendo sido, em 1889, o fundador do Instituto Photographico de Lisboa, primeiro estabelecimento de ensino para amadores, e, em 1907, encontramo-lo ligado à criação da Sociedade Portuguesa de Photographia, juntamente com Arnaldo Bettencourt e Júlio Worm. Deve-se-lhe também a regular edição do Boletim Photographico, entre 1900 e 1906, e é neste contexto editorial que surge o vertente livro.

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Vida e Arte do Povo Português






FRANCISCO LAGE
LUÍS CHAVES
et alli
pref. António Ferro
desenhos de Paulo Ferreira
fotografias de Mário Novais

Lisboa, 1940
Secretariado da Propaganda Nacional – Secção de Propaganda e Recepção da Comissão Nacional dos Centenários
1.ª edição [única]
32,5 cm x 25,7 cm
6 págs. + 266 págs.
capa de brochura impressa a cinco cores directas e gravação a seco imitando o rendilhado de um napperon
impresso a cor sobre papel superior creme
soberba encadernação coeva em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada e nos remates da pele em ambas as pastas
não aparado, conserva as capas de brochura e a respectiva lombada
carminado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
ostenta colado no verso da primeira folha-de-guarda o ex-libris de Pinto Soares
PEÇA DE COLECÇÃO
395,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de culto, publicada no contexto da Exposição do Mundo Português, é um dos mais notáveis exemplos da exuberância das artes gráficas estatais nessa época. Entre outros, colaboram no volume Rocha Madahil, Luís de Pina, Vergílio Correia, Tude de Sousa, Cardoso Marta, o padre Moreira das Neves, etc.

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Fábricas da Liberdade


SERVIÇOS DE IMPRENSA E INFORMAÇÃO DA EMBAIXADA BRITÂNICA

Lisboa, s.d. [circa 1939-1945]
Bertrand (Irmãos) Lda.
[1.ª edição]
23,3 cm x 17 cm
32 págs.
profusamente ilustrado
impresso em rotogravura
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de ferrugem nas perfurações dos agrafos
peça de colecção
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na altura em que as indústrias ocidentais saíam do marasmo e do colapso capitalista, através da habitual modalidade de salvação – a economia de guerra, que faz sempre rejuvenescer ambos os lados da barricada –, e que Portugal tomava as suas distâncias rurais de campónio cobarde e envergonhado das suas simpatias pelos nazis, lá se iam publicando umas brochuras de propaganda dos aliados, dando satisfação, sobretudo, à Embaixada britânica em Lisboa. Só assim se compreende como puderam circular, sem serem apreendidos pela polícia política salazarista, 80.000 exemplares impressos sob a marca dos Bertrand. Aliás, Salazar ocupava-se então na “magna” festarola da Exposição do “pacato” Mundo Português!

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Exposição do Mundo Português – Guia Oficial



EDUARDO ANAHORY (grafismo)

Lisboa, 1940
[a – Neogravura, Limitada | b – Lith. de Portugal]
1.ª edição (ambos)
a – 21,9 cm x 11,6 cm
b – 21,2 cm x 12,7 cm (fechado) [42 cm x 62 cm (aberto)]
brochura (8 págs.) e desdobrável impressos a cor
profusamente ilustrados
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a mais interessante planta do local escolhido para encenar os quadros monumentais e históricos que compuseram a Exposição de 1940. Textos pedagógicos, quer no desdobrável quer na brochura, servem de roteiro ao visitante, do mesmo modo que lhe são dadas indicações úteis no que se refere aos transportes para aí aceder, restaurantes, horário, tarifas, serviços de telecomunicações, etc.

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Roteiro do Mundo Português


MARIA ARCHER

Lisboa, 1940
Edições Cosmos
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
288 págs. + 20 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Coplas que grandes músicos e poetas populares escreveram para o espectáculo Portugal Anos 40


aa.vv.

Lisboa, 1982
Tipografia Minerva do Comércio [Teatro Experimental de Cascais]
1.ª edição («1.º e 2.º milhares»)
20,6 cm x 14,6 cm
12 págs.
subtítulo: Estreado nos átrios da Fundação Calouste Gulbenkian em 16 de Abril de 1982 para dar testemunho do que nos referidos anos ocorreu e dar uma mãozinha à Exposição da Arte Portuguesa dos ditos anos aberta na galeria que fica ao lado
acabamento com um ponto em arame
exemplar como novo
peça de colecção
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tal como diz o subtítulo, tratava-se de um complemento à exposição patente na Fundação Calouste Gulbenkian e respectivos colóquios. Para além de ser uma interessante compilação de versos que serviram a várias revistas teatrais nos anos 40, também reúne os versos das Canções Heróicas de Fernando Lopes-Graça, da autoria de José Gomes Ferreira e Mário Dionísio. A ideia dramática deveu-se ao poeta e actor Carlos Wallenstein, com texto de Luiz Francisco Rebelo e encenação de Carlos Avilez.

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Pavilhão da Colonização na Exposição do Mundo Português [junto com bilhete de entrada]



JÚLIO CAYOLLA

Lisboa, s.d. [1940]
Bertrand (Irmãos), L.da
[1.ª edição]
[18,2 cm x 13,3 cm] + [4,5 cm x 9,5 cm (oblongo)]
28 págs. + 1 ingresso
subtítulo: Exposição Histórica do Mundo Português – Algumas notas sobre o Pavilhão da Colonização
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto de projecto e roteiro das salas de exposição. Juntou-se-lhe um exemplar do ingresso na Exposição do Mundo Português.

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Pavilhão da Colonização na Exposição do Mundo Português


JÚLIO CAYOLLA

Lisboa, s.d. [1940]
Bertrand (Irmãos), L.da
[1.ª edição]
18,2 cm x 13,3 cm
28 págs.
subtítulo: Exposição Histórica do Mundo Português – Algumas notas sobre o Pavilhão da Colonização
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto de projecto e roteiro das salas de exposição.

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Cortejo do Mundo Português – 30 de Junho de 1940 [junto com bilhete de entrada]



s.l. [Lisboa], 1940
s.i.
1.ª edição
[20 cm x 15 cm] + [5,4 cm x 10,4 cm (oblongo)]
28 págs. + 1 ingresso
subtítulo: Roteiro
profusamente ilustrado
volume impresso a duas cores directas (rotogravura) sobre papel superior
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Caderninho ilustrado por Roberto Araújo (capa), Fortunato Anjos, José Leite, et alli. Juntou-se-lhe um exemplar do ingresso na Exposição do Mundo Português.

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