segunda-feira, setembro 29, 2014

Bird’s Eye View of Portugal



[ANÓNIMO]
capa de Bernardo Marques

Lisboa, s.d. [circa 1950]
S. N. I. [Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo]
s.i. [1.ª edição ?]
texto em inglês
17 cm x 12,2 cm
2 págs. + 112 págs. + 2 págs. + 24 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas) + 1 desdobrável (mapa, grande formato)
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, apresenta uma pequena etiqueta colada na contracapa; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Guia do Turista de Lisboa | Guia del Turista en Lisboa | Guide-book for Tourists in Lisbon



[MANUEL DOS SANTOS
ASCENÇÃO ARAUJO]
capa de Ascenção Araujo
ilust. Rocha Vieira

Lisboa, 1929
Edição e Propriedade de Manuel dos Santos e Ascenção Araujo
[1.ª edição]
trilingue Português / Castelhano / Inglês
25,9 cm x 19,6 cm
84 págs.
profusamente ilstrado
impresso sobre papel do Prado
carminado à cabeça
exemplar estimado; miolo limpo, com alguns picos de acidez nas primeiras e nas últimas páginas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Catorze Anos de Política do Espírito [catálogo]


[ANTÓNIO FERRO
OLIVEIRA SALAZAR]
EDUARDO FREITAS DA COSTA
THOMAZ DE MELLO
MANUEL LAPA

Lisboa, 1948
Edições SNI – Secretariado Nacional da Informação
1.ª edição
25,3 cm x 18,8 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto + 106 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante documento para a compreensão dos mecanismos suaves de estabilização da populaça, que – identificando-se, ou nem por isso, com o que viram na exposição –, domesticada sob a tirania dos brandos costumes, permitiu não só estes catorze anos do poderio crescente de um núcleo restrito de famílias, mas todos os anos que se lhes seguiram até 1974. Os mecanismos fortes, esses, foram as polícias secretas e as forças militares e para-militares... cujas salas de exposição davam pelo nome de calabouços, entre os quais pontificaram, na brutalidade da sua pedagogia, as fortelezas de Peniche e Caxias e o valhacouto da Rua António Maria Cardoso.

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terça-feira, setembro 23, 2014

Diccionario Poetico, para Uso dos que Principião a Exercitar-se na Poesia Portugueza



CANDIDO LUSITANO

Lisboa, 1794
Na Of. de Simão Thaddeo Ferreira
2.ª edição
2 tomos encadernados em 1 volume (completo)
20,6 cm x 15 cm
[6 págs. + 16 págs. + 482 págs.] + [2 págs. + 252 págs. + 6 págs.]
subtítulo: Obra Igualmente Util ao Orador Principiante
encadernação da época inteira em pele com ferros a ouro e nervuras na lombada
apresenta pequenas esfoladelas na pele da pasta anterior
miolo muito bem conservado, fresco e limpo, boas margens pouco aparadas
tem colado no verso da pasta anterior etiqueta de posse de Maurício Pinto [ou Pinho ?]
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco José Freire de seu verdadeiro nome, é figura central da Arcádia Lusitana, padre da Congregação de S. Filipe Néri, agiu sempre contra o Iluminismo.
Nota: O tomo II será provavelmente uma variante de impressão cujas últimas vinte e oito páginas apresentam erro de numeração à cabeça, conforme nos foi possível cotejar com um outro exemplar nosso conhecido.

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Noções Syntheticas de Poetica


JOSÉ GONÇALVES LAGE

Coimbra, 1880
Imprensa da Universidade
[1.ª edição]
18,5 cm x 12,9 cm
184 págs.
subtítulo: Coordenadas para Uso dos Seus Discipulos
encadernação modesta antiga meia-inglesa com ferros a ouro na lombada
sem capas de brochura
em bom estado de conservação, apenas alguns picos de humidade
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Foi pároco em Trás-os-Montes, a sua distinção como teólogo reflectiu-se sempre nas obras por si escritas, o que fez de, pelo menos, três delas compêndios aprovados pela Junta Consultiva de Instrução Pública. A vertente é uma dessas, sendo as outras uma gramática e um breviário de literatura clássica. (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo XII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1884.)
Livro de estudo e curiosidade para os que se pretendem poetas.A segunda metade do volume dá-nos uma panorâmica de Exemplos de Composições Poéticas que cobre a história da poesia portuguesa de Camões a João de Deus.

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Banhos de Sol


AMÍLCAR DE SOUSA
pref. Samuel Maia

Porto, 1937
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
240 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro nas pasta anterior e lombada
exemplar bem conservado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante livro de divulgação das virtudes higiénicas do naturismo, mas também da boa saúde moral e do regresso do Homem à comunhão com a Natureza. A questão da hoje reconhecida perigosidade da exposição à luz solar ainda aqui não vem a talhe, era na época assunto ainda não estudado. Aliás, é precisamente a ideia rousseauniana do bom “selvagem” a interagir ao ar livre o que sobressai das reflexões deste autor, e não, de facto, qualquer exibicionismo decorativo por via do bronzeado.

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segunda-feira, setembro 22, 2014

O Bibliophilo – Miscellanea Poetica e Litteraria


Porto, 1907 e 1909
Godinho de Castro – Editor
1.ª edição
2 números (completo)
20,5 cm x 14,4 cm
30 págs. + 32 págs.
subtítulo: Collaborada[o] pelos nossos mais distinctos escriptores
n.º 1: em brochura; n.º 2: modesta encadernação da época com lombada em pele gravada a ouro, aparado e carminado somente à cabeça, conserva a capa anterior de brochura
acondicionados num estojo de fabrico recente forrado a papel marmoreado
exemplares muito estimados; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Voluminhos integralmente dedicados, respectivamente, ao visconde de Almeida Garrett e a Camilo Castelo Branco. De Garrett, para além de uma breve biografia, não assinada, é reeditado o texto «Os Figueiredos»; de Camilo são juntas as raridades «Bordoada Sacrilega», «As Raças Latinas», «As Maias» (co-autoria de Pinho Leal) e «As Duas Actrizes».

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domingo, setembro 21, 2014

Com o sol em cada sílaba


EUGÉNIO DE ANDRADE
fotografia por Dario Gonçalves

Lisboa, 1991
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
23,1 cm x 15,5 cm
48 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior avergoado
conserva a cinta promocional
exemplar estimado, capa com sinais de exposição continuada à luz; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Antologia Breve seguida de Da Palavra ao Silêncio


EUGÉNIO DE ANDRADE
pref. Óscar Lopes
capa (sobre fotografias de José Paulo Abreu e José Rodrigues) e grafismo de Armando Alves
vinheta de Armando Vieira Santos

Porto, 1972
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
22,4 cm x 14,5 cm
96 págs. + 4 págs. em extra-texto (prefácio)
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação elaborada pelo próprio poeta – e são alguns dos seus melhores versos de sempre –, que lhe acrescentou uma montagem de declarações por si feitas em entrevistas concedidas a vários periódicos.

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Catalogo da Exposição de Arte Popular Portuguesa no Secretariado da Propaganda Nacional


LUÍS CHAVES
CARDOSO MARTHA

Lisboa, 1936
Edições SPN
1.ª edição
23,4 cm x 17,9 cm
2 págs. + 78 págs. + 13 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Portugal de Hoje



NOËL DE ARRIAGA
[UNIÃO NACIONAL]
capa e ilust. Júlio Gil

Lisboa, 1956
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,4 cm x 11,5 cm
188 págs. + 20 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que a União Nacional fez publicar na Colecção Educativa do Plano de Educação Popular. A ideia é mostrar como a ditadura para além da ditadura responsável pelo golpe de Estado a 28 de Maio de 1926, e como o seu obreiro, Oliveira Salazar, estiveram na génese de uma nação que passou a definir-se, não pelos valores humanos e plurais da liberdade de opinião e do livre-arbítrio, mas por uma encenação estatística do progresso material: tantas estradas, tantas pontes, tantas barragens, tantos hospitais, tantas prisões... principalmente prisões e forças policiais; marinha mercante, forças armadas, controlo corporativista do trabalho e dos tempos livres, etc. Na linha da frente de todos os aspectos da vida do país encontram-se a disciplina beata, a subjugação à ordem dominante, a obrigatória gratidão por parte do povo dominado, as famílias-modelo, os filhos-família, a criadagem barata vinda da província...

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Emigração




JOÃO CARLOS BECKERT D’ASSUMPÇÃO
capa e ilust. Leonor Bettencourt

Lisboa, 1956
Campanha Nacional de Educação de Adultos
[1.ª edição]
16,5 cm x 11,3 cm
192 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado no corpo do texto a preto e em separado a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

A emigração ora referida é, sobretudo, a que levou milhares de portugueses para o Brasil, a Argentina e a Venezuela. A pedagogia aqui contida, no vertente voluminho, visava dissuadir quem se via obrigado a ir ganhar sustento do outro lado do Atlântico, aliciando-os com a colonização por terras do império: «[...] para África, para Angola ou Moçambique, porque ali também é Portugal, porque ali podemos sentir o mesmo amor pela terra como o sentimos aqui. Lá fala-se o português, lá as pessoas que encontras no caminho e as que são terras vizinhas, são portuguesas também. E agora, agora que as nossas províncias se desenvolvem e progridem de dia para dia, que se prepara para facilitar a vida aos que foram [...]» –
Para os funcionários que embarcavam neste logro de el dorado oferecia o Estado Novo, entre outras benesses (casas baratas, criadagem recrutada entre os autóctones, etc.), três patrióticos meses de férias anuais na metrópole e patrióticas diuturnidades para engordar a legítima reforma. Claro que o sonho rapidamente veio a transformar-se no pesadelo da guerra colonial...

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quinta-feira, setembro 18, 2014

Album 19 de Setembro



ANTONIO AUGUSTO DE PORTUGAL

Lisboa, 1895
Imprensa Libanio da Silva
1.ª edição
36,5 cm x 28 cm
20 págs.
subtítulo: Tributo de Homenagem a Dom Miguel II representante da Legitimidade Portugueza
ilustrado no corpo do texto
impresso sobre pepel superior, composto manualmente
encadernação de amador em linho cru, gravação a negro na pasta anterior
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, restauro tosco nas capas de brochura; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação alusiva ao aniversário natalício de D. Miguel II.

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Dom Miguel II


A. [ANTÓNIO] PEREIRA DA CUNHA

Lisboa, 1869
Typographia – Rua do Bemformoso, 153
5.ª edição
20 cm x 13,7 cm
32 págs.
exemplar estimado, capa com restauros pontuais; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto do poeta e ficcionista romântico António Pereira da Cunha (1819-1890):
«[...] Portugal acha-se arrastado á condição mais ignobil.
Quasi que se tem vergonha de se haver nascido aqui.
Quando se compara o que fomos, e o que podiamos agora ser, com o que estamos sendo, sente-se que não é possivel descer-se mais, e que já não vae muito d’este marasmo á dissolução.
Estamos feitos um espectaculo de opprobrio para os paizes da Europa, a que deramos a lei, e mal podemos ser considerados ou como o simulacro de um reino, ou como a sombra de uma nação. [...]
O augusto neto dos nossos reis [D. Miguel II], que como se ía dizendo, se acha em Metz, a cuidar dos seus estudos, tem agora dezeseis annos, e é um joven de graciosa presença e nobre physionomia, e que possue em gráo superior o dom da fascinação. [...]»
E segue-se o elogio rasgado de um potencial pretendente ao trono português (durante os reinados de D. Luís I, D. Carlos I e D. Manuel II), que, segundo Pereira da Cunha, «Representa a applicação, a traducção em factos de todo aquelle corpo de doutrinas, que tem sido estabelecido com verdadeira claresa pelo partido legitimista, quer na tribuna parlamentar, quer pela imprensa periodica. [...]» Ou seja: uma monarquia retrógada em oposição a qualquer veleidade constitucional.

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quarta-feira, setembro 10, 2014

Africa Occidental – Noticias e Considerações


FRANCISCO TRAVASSOS VALDEZ

Lisboa, 1864
Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I [único publicado]
23 cm x 14,8 cm
2 págs. + X págs. + XXIV págs. + 408 págs. + 18 folhas em extra-texto + 1 dupla folha em extra-texto
ilustrado
exemplar envelhecido no exterior e com restauros ocasionais na capa e na lombada; miolo limpo por abrir, com sinais difusos de oxidação do papel
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra inicialmente publicada em inglês, em 1861, que a Inglaterra acolheu como um novo Livingstone, teve do então ministro da Marinha português o aval para que «[...] fosse impressa com urgencia, na imprensa nacional, querendo dar-lhe a maior publicidade possivel, por ser bom que se espalhem as idéas, planos e reflexões que o auctor apresenta no seu livro a respeito das nossas colonias da Africa occidental, seu commercio licito, minas, agricultura, emprezas de algodão e colonisação ou emigração [...]»
Refere-se a ele largamente Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870):
«Francisco Travassos Valdez, sexto filho do primeiro conde de Bomfim José Lucio Travassos Valdez, e de sua mulher D. Jeronyma Emilia Godinho Valdez. N. na villa (hoje cidade) de Setubal, a 29 de Outubro de 1825. Fez os seus estudos na Eschola Polytechnica de Lisboa, os quaes não pôde concluir em razão de haver no anno de 1844 tomado parte nas tentativas da revolução começada em Torres-novas para derribar o ministerio do sr. Costa Cabral, depois conde de Thomar. Em 1846 foi despachado para o logar de Correio assistente na cidade de Elvas, que exerceu durante curto praso, por haver sobrevindo a lucta civil, em que tomou egualmente parte, abraçando o partido da Junta do Porto, e servindo militarmente como official em diversos corpos, até ser em Junho de 1847 aprisionado pelas forças inglezas, juntamente com toda a divisão do commando do Conde das Antas. Recolhido a Lisboa por virtude da amnistia dada pelo governo, viveu particularmente entregue ao cultivo das letras, até que instigado pelos desejos de correr mundo, e escrever os resultados de suas viagens, alcançou ser em 1851 nomeado arbitro por parte de Portugal na Commissão mixta luso-britannica estabelecida em Loanda para julgar em ultima instancia os casos de trafico de escravatura. N’este emprego, e no de Administrador interino do Correio central de Angola prestou assiduo serviço, até que deteriorada a saude pelas febres do paiz, e extincta a Commissão, cujo membro era, pela nova creação da Relação de justiça, houve de voltar para Lisboa. [...]»
São no vertente volume minuciosamente abordados, nos seus aspectos históricos, geográficos e multiculturais, os seguintes lugares de passagem: Porto Santo, Madeira, Canárias, Cabo Verde, Senegal e Guiné portuguesa.

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terça-feira, setembro 09, 2014

Discurso proferido no Theatro de S. João da cidade do Porto na noite de 19 de Maio de 1900 em que as Associações Commerciaes, Industriaes e Agricolas da mesma cidade festejaram solemnemente o 4.º Centenario do Descobrimento do Brazil


ANTONIO CANDIDO
pref. colect. Miguel Pinto Martins, José Monteiro da Silva, visconde de Alvellos, António Pereira Pinto Carvalhal, Francisco Cardoso, Miguel Augusto de Faria Mascarenhas, Augusto Vicente da Cunha Brochado e Joaquim Leite do Carvalho

Porto, 1900
Typographia do «Commercio do Porto»
1.ª edição
31 cm x 23 cm
12 págs. + 1 folha em extra-texto + 34 págs.
encadernação recente inteira em tela com a capa de brochura espelhada
não aparado
conserva o vegetal de protecção do retrato do orador
impresso sobre papel superior encorpado
exemplar estimado; miolo limpo, papel amarelecido na primeira e última páginas
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Se, quando proferido no Porto, o discurso do jurisconsulto e deputado monárquico António Cândido Ribeiro da Costa (1850-1922) correspondeu à solicitada homenagem aos descobridores do Brasil, esta sua impressão tipográfica satisfaz os desejos de os amarantinos fixarem a palavra do seu conterrâneo, não sem lhe acrescentarem laudatória nota de abertura.

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A Águia do Marão


ANTONIO CABRAL

Lisboa, 1943
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
288 págs.
subtítulo: O Grande Orador António Candido – O único vencido dos «Vencidos da Vida» – Cartas inéditas – Política de outrora...
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assim abre o Prefácio de António Cabral:
«Foi Camilo Castelo-Branco, o escritor incomparável, quem lhe deu o nome – A Águia do Marão.
E António Cândido águia era, pelos altos vôos da eloqüência, pelo bater das azas possantes, nas elevadas regiões da Beleza e nas cumeadas da Arte. Eu nunca ouvi, na tribuna, palavra mais elegante, dicção mais perfeita, expressão mais fluente, voz mais poderosa e mais nobre. Assunto em que êle cravasse a garra pujante, era assunto apurado, tirado a limpo: era assunto esgotado. [...]»
Biografia literária do homem público, que fez parte do grupo de onze intelectuais conhecido por Vencidos da Vida, não particularmente enaltecidos por Cabral, apesar do inequívoco valor das suas figuras centrais (Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro): «[...] Dos Vencidos da Vida, em conjunto, nada proveio, senão a digestão de bons jantares e o esfuziar da alegria de rapazes, que, em plena mocidade, queriam viver e gozar os doces prazeres da existência. Nem sequer, nos seus ágapes fraternos, discutiam a política de então. [...]» Do biografado – que certamente lhes não ficaria atrás – lembra, desde logo no referido Prefácio, a sua (certamente estulta) passagem pelos salões literários dessa senhora das letras, que foi Maria Amália Vaz de Carvalho...

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O Único Vencido da Vida Que Também o Foi da Morte


VEVA DE LIMA

Lisboa, 1945
Livraria Luso-Espanhola, Ld.ª
1.ª edição
18,2 cm x 15,6 cm
250 págs. + 5 extra-textos com retratos a preto e branco
gravação a prata sobre a cartolina negra da capa, miolo serrilhado no corte
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo e rubrica de «Conto | 2.º Prémio | Jogos Florais - II Semana Universitária - Lisboa 1945», e assinatura de posse da premiada nas folhas de ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos de Lima Mayer, companheiro de Eça de Queirós, é aqui retratado pela filha, assim como o generalizado ambiente de salão de uma época literária a todos os títulos notável.

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sábado, setembro 06, 2014

Mémoires


SAINT-SIMON

Paris, s.d. [1930]
Bibliothèque Larousse
s.i.
2 tomos
20,4 cm x 13,9 cm
2 x [2 págs. + 192 págs. + 16 págs (publicidade) + 2 págs. + 1 extra-texto]
subtítulo: Sur le Règne de Louis XIV et la Régence
exemplares em bom estado, mostrando ligeiros sinais de antiga humidade; em parte por abrir; ostentam ambos selo branco de posse «Leandro Alves / Redondo» nos frontispícios
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome Louis de Rouvroy (1675-1755), o duque de Saint-Simon foi militar, diplomata e cortesão. O seu legado escrito é um modelo de memorialismo, tanto pela sua eficácia histórica como pela verve como trata as intrigas dos seus inimigos.

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O Judeu



CAMILLO CASTELLO-BRANCO

Porto, 1866
Em Casa de Viuva Moré – Editora
1.ª edição
2 tomos encadernados em 1 volume
18,5 cm x 12,9 cm
262 págs. + 276 págs.
subtítulo: Romance Historico
encadernação da época em meia-inglesa com lombada em pele gravada a ouro e papel marmoreado nas pastas, folhas-de-guarda em papel de fantasia com motivos de florália
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, papel ocasionalmente acidulado
assinaturas de posse em ambos os frontispícios
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Romance historico em dois volumes, sendo a unica romantisação, merecedora d’este nome em literatura de valor, que se fez em Portugal da santa Inquisição, da vida, costumes e... artes dos christãos novos, e da individualidade, ainda pouco definida, antes complicada por criticos a que falta o censo critico, de Antonio José da Silva, o notavel comediographo, o successor directo de Gil Vicente [...].
Com a historia de Herculano e com as chronicas do Cavalleiro d’Oliveira no seu curiosissimo Amusement Periodique [Recreação Periódica], Camillo, jogando com o seu enorme talento, produziu um estudo valioso, valendo mais, para traçar o perfil litterario, moral e politico do Judeu, a sua admiravel intuição [...].» (Sérgio de Castro, Camillo Castello Branco – Typos e Episodios da Sua Galeria, vol. I, Parceria António Maria Pereira, Lisboa, 1914)

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Dispersos de Camilo



[CAMILO CASTELO BRANCO]
JÚLIO DIAS DA COSTA, comp. e notas

Coimbra, 1924 a 1929
Imprensa da Universidade
1.ª edição (todos os volumes)
5 volumes (completo)
22,8 cm x 16,8 cm
[XVI págs. + 592 págs. + 13 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 656 págs. + 12 folhas em extra-texto] + [VIII págs. + 530 págs. + 10 folhas em extra-texto] + [4 págs. + 610 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [2 págs. + XIV págs. + 314 págs. + 5 folhas em extra-texto]
subtítulos:
vol. I – Crónicas (1848-1852)
vol. II – Crónicas (1853-1856)
vol. III – Crónicas (1857-1885)
vol. IV – Artigos (1846-1889)
vol. V – Romances (1848-1863)
exemplares estimados, algum desgaste na capa e na lombada do vol. V; miolo limpo, vols. I, III e IV por abrir
rubrica de posse na capa do vol. V
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Notável trabalho de reunião daquela miuçalha que também faz de um escritor um extraordinário escritor. Também aquilo que um escritor vai deixando pelo caminho ao sabor da circunstância é crucial para a compreensão de uma personalidade o mais das vezes complexa, e mesmo retorcida. Apenas um exemplo das pérolas aqui juntas, assinada pelo maior cultor da língua portuguesa, a propósito de um dos nossos maiores dicionaristas:
«Candido de Figueiredo –
Parece que se retirou da milicia activa das lettras amenas quando levava a semana em meio.
Vê-se que o sr. Candido de Figueiredo não tinha a vocação litteraria bem pronunciada até ao martyrio.
Eu queria ver o seu talento bem premiado, ou que elle sahisse d’esta cafraria com a chave que Gilbert inguliu.
Dizem-me que elle advoga no Alemtejo. Faz bem. A suprema vingança que um poeta pode tirar d’esta sociedade é provar a candura dos ladroens que a roubam e dos assassinos que lhe anavalham a barriga.
Vingue-se o illustre auctor do Tasso, e membro da sociedade aziatica.»

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Obolo ás Creanças


CAMILLO CASTELLO BRANCO
FRANCISCO MARTINS [DE MORAES] SARMENTO
JOAQUIM FERREIRA MOUTINHO

desenho (capa ?) de José d’Almeida e Silva

Porto, 1887
Imprensa Portugueza [et alli]
1.ª edição [única]
24,4 cm x 16,4 cm
24 págs. + LXXXVIII págs. + 2 págs. + 182 págs.
ilustrado
exemplar manuseado e envelhecido pelo tempo mas muito aceitável; restauro tosco na lombada; miolo limpo
peça de colecção
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de participações avulsas, tanto literárias como gráficas e tipográficas, com o fim de obter auxílio financeiro para o Real Hospital de Crianças Maria Pia e para a Creche de São Vicente de Paulo. Entre elas, encontram-se dois raros textos de Camilo em primeira edição (em livro) ambos: «A Maior Dor Humana» e «As Favas Negras».

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quinta-feira, setembro 04, 2014

As Palavras Interditas


EUGÉNIO DE ANDRADE

Lisboa, 1951
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,1 cm x 13,5 cm
56 págs.
da colecção Cancioneiro Geral
composto manualmente em Elzevir
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo, papel acidulado
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de poemas, que Mário Cesariny, em polémica pública, denunciou como plágio de poemas seus ainda inéditos, que terá enviado a Eugénio de Andrade. A acusação de Cesariny, injusta e mal fundamentada, como veio na altura a demonstrar-se, pretextando um verdadeiro circo de ruidosos insultos entre surrealistas e a crítica literária, acabou desfeita pelo poeta acusado, ponto por ponto, vírgula a vírgula, data a data. (Fonte: Maria de Fátima Marinho, O Surrealismo em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987)

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quarta-feira, setembro 03, 2014

Segredo


PEDRO HOMEM DE MELLO
pref. João Gaspar Simões
ilust. Carlos Carneiro

Porto, 1953
Lello & Irmão – Editores
2.ª edição
19,4 cm x 13 cm
112 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso a duas cores sobre papel superior
todas as páginas repetem a elegante cercadura de florália da capa
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo, corte das folhas serrilhado
ocasionais carimbos de posse da Sociedade de Língua Portuguesa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o crítico João Gaspar Simões:
«[...] Sim: a poesia de Pedro Homem de Mello é essencialmente musical. Mas não é musical porque insiste em insinuar-se-nos através do ritmo. É musical porque evita a comunicação discursiva: tal qual como a música se serve de símbolos sonoros para exprimir o pensamento interior do músico, assim a poesia de Homem de Mello se serve de puras chaves verbais, que nada dizem discursivamente, mas tudo deixam adivinhar através do seu desenho melódico. [...]»

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Eu Hei-de Voltar um Dia


PEDRO HOMEM DE MELLO
posfácio de João Gaspar Simões
capa de Almada [Negreiros]

Lisboa, 1966
Edições Ática
1.ª edição
19,6 cm x 14,5 cm
136 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse na folha de ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gaspar Simões nota, com perspicácia, como a poesia de Homem de Mello «[...] [não deve] grande coisa à cultura, e especialmente à cultura estrangeira [...]», mas impôs-se, apesar disso, «[...] no meio dos líricos que importaram lá de fora alguns dos mais importantes factores de modernização da poesia nacional. [...]»

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