segunda-feira, julho 23, 2012

Apaixonadamente




VIRGINIA VICTORINO
capa de Almada [Negreiros]

Lisboa, 1924
[ed. Autora ?]
4.ª edição
21,7 cm x 16,8 cm
2 págs. + 94 págs.
exemplar estimado, com restauros na lombada; miolo limpo, parcialmente por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita da poetisa
25,00 eur

Quando se estreou como poetisa, Virgínia Vila-Nova de Sousa Victorino, também dramaturga, Júlio Dantas enalteceu-a. Era o entusiasmo de um público burguês, sensível a um sentimentalismo habilmente doseado com laivos de ténue crítica social e afirmações de fervor nacionalista, que se revia nas habilidades femininas... Desde que à mulher não lhe ocorresse afirmar o vigor do seu corpo, como ocorreu, por exemplo, a Florbela Espanca e a Judith Teixeira.

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quarta-feira, julho 11, 2012

O Manuelino como Expressão Artística de uma Época


MANUEL VINHAS

Lisboa, 1945
[ed. Autor]
1.ª edição [única ?]
25,4 cm x 19,8 cm
52 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
composto manualmente
exemplar como novo
valorizado pela dedicatória do Autor ao romancista José [Rodrigues] Miguéis
30,00 eur

Trabalho com interesse para a História da Arte, em que se contextualiza um estilo artístico no processo de desenvolvimento económico e de expansão global – os Descobrimentos – que lhe deram origem.


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A Arte Manuelina na Arquitectura de Alvito



LUIZ DE PINA MANIQUE

Lisboa, 1949
[ed. Autor]
1.ª edição
28,2 cm x 19,8 cm
80 págs. + 48 págs. em extra-texto
subtítulo: Impressões e Apontamentos
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior
exemplar como novo
valorizado pela dedicatória do Autor
45,00 eur

Importante estudo da vila de Alvito no Alentejo, do ponto de vista de um arqueólogo. Curiosidade lateral: já antes, em 1908, na revista Serões, o notável escritor que foi Fialho de Almeida havia posto as suas qualidades de observador treinado ao serviço de uma apaixonada monografia dessa vila. Alvito, localidade que terá sido em tempos idos o centro vital de toda a região...


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terça-feira, julho 10, 2012

Da Evolução dos Estylos e dos Methodos na pintura expressiva e nas artes decorativas



PICOTAS FALCÃO

Lisboa, 1906
Papelaria e Typ. Estevão Nunes & F.os
1.ª edição
24,4 cm x 16,4 cm
168 págs.
capa impressa a preto e relevo seco sugerindo pele de réptil
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
35,00 eur

De seu nome inteiro Agostinho Gonçalves Picotas Falcão, foi um «modesto» responsável pelo protocolo da Câmara Municipal de Lisboa (ver Inocêncio Francisco da Silva / Pedro V. de Brito Aranha / Gomes de Brito / Álvaro Neves, Dicionário Bibliográfico Português, tomo XXII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1923). «Como tal, e em vista de seus especiais conhecimentos de perito avaliador de arte e indumentária, inventariou e avaliou naquele mesmo ano [1913], por ordem superior, todo o mobiliário, quadros e esculturas existentes não só no edifício dos Paços do Concelho, mas na antiga igreja de Santo António [...].»

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quinta-feira, julho 05, 2012

Poesias





A.[LEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1850
Em Casa da Viuva Bertrand e Filhos
1.ª edição (obra reunida)
15,7 cm x 11,3 cm
4 págs. + 328 págs.
encadernação antiga, meia-francesa em pele e papel de fantasia, cantos em pele, remates com filete em ouro e gravação na lombada com vinhetas ao estilo romântico
pouco aparado e carminado à cabeça
sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo e fresco, apresentando dois marcadores a tinta na pág. 143
140,00 eur

Reúne o volume obras poéticas várias do historiador, tais como A Harpa do Crente e, na vária, «A Perda d’Azilla», «Tristezas do Desterro», «O Mosteiro Deserto», ou «A Volta do Proscripto». Elogiando-lhe o estilo, dizem-nos António José Saraiva e Óscar Lopes na sua História da Literatura Portuguesa (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989):
«[...] Desde as primeiras produções conhecidas, a poesia de Herculano insere-se em pleno ambiente romântico. A mais antiga composição, Semana Santa, procura erguer-se a uma solenidade de profeta bíblico visionando a catástrofe para os tiranos e as turbas envilecidas, e exaltando a identificação dos ideais cristãos e dos liberais [...].
Herculano nunca se afastou do tipo de poesia definido na sua mais antiga composição conhecida: uma meditação a propósito de uma paisagem, de um facto, de um monumento ou de ruínas como a da Cruz Mutilada; reflexões muito explícitas sobre a morte, sobre Deus, sobre a liberdade, sobre o contraste entre a transitoriedade humana e o infinito que a transcende. Estas meditações têm por testemunha uma paisagem, que infunde o sentimento da infinidade e da solidão [...]»

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Carta aos Eleitores do Circulo Eleitoral de Cintra



ALEXANDRE HERCULANO

Lisboa, 1858
Typographia do Jornal do Commercio
1.ª edição (em separata)
23 cm x 16,9 cm
16 págs.
subtítulo: Extrahida do Jornal do Commercio
plano tipográfico de oito páginas não aparadas impresso frente e verso, dobrado em caderno de dezasseis páginas por abrir, sem costura nem agrafo e por encapar
encontra-se no estado físico em que circulou na época
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
sinais de antiga goma no canto inferior esquerdo
peça de colecção
70,00 eur

Texto publicado primeiramente no Jornal do Comércio de Lisboa, a 23 de Maio de 1858, acerca do seu conteúdo nos esclarecem José Custódio e José Manuel Garcia (ver Opúsculos I, 2.ª ed., Editorial Presença, Lisboa, 1982):
«Há dois textos fundamentais para o estudo das propostas de reforma administrativa de Alexandre Herculano. Ao primeiro, chamaram-lhe o “credo político” e foi publicado em O Portuguez (1853). O segundo é a Carta aos Eleitores do Círculo de Sintra (1858).
Datam ambos do período regenerador e integram-se numa fase muito rica de consequências das atitudes políticas de Herculano. Após a expectativa e o desaire do movimento regenerador de 1851, o velho liberal inicia uma fase de “contestação” sistemática das orientações da política oficial, em especial do partido liderado por Fontes Pereira de Melo e por Rodrigo da Fonseca. Como resultado, Herculano entrincheira-se no círculo dos princípios e das formas puras do liberalismo, cujas consequências são, por um lado, o utopismo e, por outro, o desencanto versus abandono da vida política.
No “credo político”, Herculano propõe a divisa da representação municipal directa, ou seja, o “governo do País pelo País”. Consistia este princípio na aceitação do sistema representativo completo, apoiado no alargamento da participação política a todas “as extremidades do corpo da Nação”. Logo o alargamento da vida política à vida local, de modo que o “governo central possa representar o pensamento do País”. A adopção deste princípio é marcadamente anticentralizadora, no sentido da rejeição tanto do centralismo absolutista, como das influências centralizadoras do sistema político-administrativo de Paris, como ainda da estratégia dos partidos políticos – “sejam eles quais forem” –, porque eles só tinham a ganhar com a centralização.
A apologia do municipalismo – como também a prática consequente que dele faz – leva-o a propor a eleição de campanário, ou seja, a escolha inequívoca do representante político em função do local onde esse representante vivia, onde era conhecido e estimado pelos respectivos eleitores. É este precisamente o assunto da Carta que dirige aos eleitores de Sintra, que o querem ver assumir o lugar no Parlamento em defesa dos interesses estremenhos. [...]»

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Ensaio Sobre o Padroado Portuguez



J. J. [JOSÉ JOAQUIM] LOPES PRAÇA

Coimbra, 1869
Imprensa da Universidade
1.ª edição
22,6 cm x 14,2 cm
XIV págs. + 168 págs.
subtítulo: Dissertação Inaugural para o Acto de Conclusões Magnas
exemplar estimado, com falhas de papel na lombada; miolo limpo
25,00 eur

Apesar desse tratado com a Igreja romana, que foi a Concordata assinada por Pio IX e D. Pedro V em 1860, nunca a sua regulamentação conseguiu o pleno, nomeadamente no respeitante ao Padroado de Goa, tendo mesmo acabado por ser reformulada em 1886. O vertente trabalho académico de reflexão histórico-jurídica, levado a cabo pelo futuro Doutor em Direito, tem a virtude de equacionar ponto por ponto o que estava em causa.

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quarta-feira, julho 04, 2012

Opúsculos



ALEXANDRE HERCULANO
org., introd. e notas de Jorge Custódio e José Manuel Garcia
capa de Pedro Saraiva

Lisboa, 1982 a 1987
Editorial Presença
1.ª edição [na presente forma; a edição original, substancialmente diversa na compilação, estendia-se por 10 tomos publicados entre 1873 e 1908]
6 volumes + 1 folheto (plano da edição) (completo)
24 cm x 17,1 cm
[440 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [326 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [308 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [512 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [288 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [208 págs. + 8 págs. em extra-texto] + 8 págs. (folheto)
subtítulo: Edição Crítica
ilustrados
exemplares em bom estado de conservação; miolo limpo
85,00 eur

Da Introdução:
«[...] A toda a colecção de dispersos que agora se publica demos a designação genérica de Opúsculos. Necessário se torna, contudo, sublinhar o sentido que demos a esta palavra, já que não se trata pura e simplesmente da reedição dos antigos tomos dos Opúsculos da editora inicial de Herculano [Viúva Bertrand & C.ª]. Utilizámos este termo pois ele abarca de forma simultaneamente útil e integrativa a globalidade de temas abordados pela pena do autor.
Nesta edição actualizámos os textos e preparámos uma nota introdutória para cada um, com informações fundamentais para a sua compreensão epocal e inserção bibliográfica. [...]
Embora hoje em dia as exigências e as questões, políticas, históricas, literárias, etc., sejam bastante diferentes das que rodeavam Herculano e a sua actividade, aqui claramente assumida, elas constituem inegavelmente um estimulante exemplo de reflexão e posição lutadora que deve continuar a ser meditado e praticado.»

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A Historiografia Portuguesa Anterior a Herculano [junto com] A Historiografia Portuguesa de Herculano a 1950



aa.vv.

Lisboa, 1976 a 1978
Academia Portuguesa da História
1.ª edição [única]
2 volumes + 2 folhetos (completo)
[25,6 cm x 19,8 cm (actas)] + [23,2 cm x 16 cm (programas)]
16 págs. (programa) + [496 págs. + 7 folhas em extra-texto (actas)] + 20 págs. (programa) + [376 págs. + 9 folhas em extra-texto (actas)]
subtítulos: [2] Programa e Sumário das Comunicações; [2] Actas do Colóquio
ilustrados
capas e frontispícios impressos a duas cores e relevo seco
folhetos com acabamento com dois pontos em arame
exemplares bem conservados; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio inaugural:
«[...] A palavra “historiografia”, que serve de epígrafe ao Colóquio, entende as várias acepções que a palavra foi tomando ao longo dos séculos, quer dizer, como o trabalho de cronistas, hagiógrafos, memorialistas, diplomatas, viajantes, eruditos, regionalistas e historiadores críticos. Este alargamento permite encarar a historiografia nacional em todos os campos em que ela se manifestou, desde o século XII ao ano de 1846, que assinala o aparecimento do volume I da História de Portugal de Alexandre Herculano. [...]»
Colaboram nesta justa homenagem notáveis dos estudos portugueses como, entre muitos outros, José Mattoso, Joaquim Veríssimo Serrão, António da Silva Rego, Montalvão Machado, José-Augusto França, Fernando Castelo-Branco, Giacinto Manupella, Túlio Espanca, António Dias Farinha, Martim de Albuquerque, Luís de Albuquerque, etc.

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