domingo, maio 20, 2018

OS NOSSOS PREÇOS JÁ INCLUEM =IVA= E DESPESAS DE =ENVIO= EM PORTUGAL

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quinta-feira, maio 17, 2018

Jocasta


PAULO DA COSTA DOMINGOS
capa sobre fotografia de Rui Baião

Lisboa, 2018
ed. viúva frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
16 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplar novo
tiragem de apenas 150 exemplares
9,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do mais recente livro de versos do autor, que lhes acrescentou uma Nota Marginal:
«Alguns viram em Antígona a rebelde exemplar, que, ao opor-se à lei do tio, o expõe e à tirania do seu poder. É mentira. Trata-se de uma daquelas avaliações precipitadas, parcas de informação e discernimento, não raro germinadas nas mentes marxistas pós-leninismo. André Bonnard, o principal causador disso, foi ele mesmo um obediente propagandista de Estaline, admirando-lhe a sociedade ferreamente hierarquizada, totalitária, edificada em cima do cadáver dos sovietes.
Jocasta – mãe de uma Antígona filha do incesto – foi a autêntica figura subversora de uma ordem, não meramente no que é político, mas invertida, rasgada pelo ataque radical à estrutura da família enquanto átomo do corpo social. Jocasta, a inconveniente segundo os padrões morais vigentes nas sociedades ditas civilizadas, acabará morrendo, também, de certo modo emparedada, como a filha, sem fuga possível, enforcando-se. Dizem uns que sob o peso da culpa, dizem outros que por morte inglória de seus dois filhos.
Semelhantemente à Jocasta grega, até na desordem disseminada por amor a um jovem poeta, a Jocasta portuguesa morre solitária, num campo onde grassa o suicídio barbitúrico, o cancro, a corrupção e o alcoolismo da sua prole. Solitária e destroçada pelo veneno continuamente inalado das drogas que toda a vida facultou aos doentes e aos doridos.»

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Barbearia Tiqqun [junto com] Romance Ardente [junto com] Sumo de Limão




RUI BAIÃO
MANUEL FERNANDO GONÇALVES
PAULO DA COSTA DOMINGOS

Lisboa, 2017
ed. viúva frenesi
1.ª edição [única, todos]
19 cm x 13 cm
36 págs. + 56 págs. + 36 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplares novos
tiragem de apenas 150 exemplares cada
9,00 eur (cada, IVA e portes incluídos)
20,00 eur (lote dos 3, IVA e portes incluídos)

3 livros de versos, 3 autores com nome firmado, 1 manifesto literário.

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Hot e Etc.


VITOR SILVA TAVARES
capa de Fernando Marques


Sá da Bandeira (Angola), 1964
Publicações Imbondeiro
1.ª edição [única]
17 cm x 12,1 cm
42 págs.
acabamento com dois pontos em arame
é o n.º 60 da preciosa Colecção Imbondeiro, fundada e dirigida pelos escritores Leonel Cosme e Garibaldino de Andrade
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

VST, que fez temporada em Angola – diz-se que com especial relevo cineclubista destabilizador – até a polícia política apertar o cerco, já no Continente, indocumentado e “vadio”, vê-se na contingência de pôr em letra impressa este breve mostruário das suas primeiras potencialidades narrativas, a fim de, junto das entidades oficiais, fazer prova de ter um “modo de vida”: escritor!
É ele o mesmo VST mentor e editor de várias gerações de novos poetas, quer mediante a sua direcção literária na Editora Ulisseia dos anos 65 a 67 do século XX, quer como coordenador de suplementos literários no Diário de Lisboa e no Jornal do Fundão, quer como ariete da aventura da editora & etc, nome este que, desde sempre, serviu para marcar a sua presença no tempo, no lugar e no modo.

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Arar


VITOR SILVA TAVARES
Manuel João Vieira, ilust.
Nunes da Rocha, ilust.
grafismo de Ana Biscaia

Lisboa, 2017
Edição Postas de Pescada
1.ª edição [ilustrada]
22,5 cm x 15 cm
16 págs. + 4 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado a cor
impressão em serigrafia
exemplar novo
tiragem declarada de apenas 170 exemplares
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto originalmente publicado no volume colectivo ARA, incluindo também textos de Rui Baião e de Paulo da Costa Domingos. Assinalava-se, então, o ano de 1984, em que, sendo já bem visível como o Mundo é governado por animais ao serviço do Grande Irmão, o editor da frenesi teve a obra produzida pela cadela Guanita Calafate. Com o manuscrito, agora em fac-símile, e esta reedição do texto então publicado assinala-se, por seu turno, os 80 anos decorridos desde 17-7-1937, data em que faria anos o malogrado Vitor Silva Tavares. As divergências ocasionais entre a versão manuscrita e a que ficou em letra de imprensa são, naturalmente, fruto da intervenção do autor, na altura, à boca da máquina de imprimir.
Manuel João Vieira e Nunes da Rocha enriquecem a vertente reedição com as suas ilustrações.

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Ara


RUI BAIÃO
VITOR SILVA TAVARES
PAULO DA COSTA DOMINGOS

Lisboa, 1984
frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
28 págs.
acabamento com dois pontos em arame
corte carminado
exemplar novo
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de três intervenções literárias que pretendiam assinalar a entrada no ano do big brother, a saber, respectivamente para cada autor: Teatro An-atómico; Arar; e Desertos.

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segunda-feira, maio 14, 2018

Esteno


PAULO DE CANTOS

Póvoa de Varzim, 1937
Edição do Autor
1.ª edição
19 cm x 12,8 cm
140 págs.
subtítulo: Método Português
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, contracapa e últimas folhas ofendidas mas sem afectar o texto; miolo limpo
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Paulo José de Cantos (1892-1979)* foi autor de considerável obra “literária” escrita num género classificável entre o charadístico de almanaque, os jogos pedagógicos e as generalidades da sabedoria popular. É, porém, a sua concepção gráfica única – de uma modernidade entre o surrealismo e a Bauhaus – que torna inesquecíveis todo e cada qual dos seus livrinhos, de reduzidas tiragens, exemplos de uma Arte Negra hoje entregue às mãos de dactilógrafas analfabetas e de fotocopiadoras muito-muito digitais.

* Todas as informações icono-bio-bibliográficas hoje disponíveis acerca do Autor (e são, finalmente, muitas!) devem-se ao paciente trabalho de investigação levado a cabo por uma equipa encabeçada por António Silveira Gomes, que nos legou a importante obra O Livr-o-mem – Paulo d’ Cantos n’ Palma d’ Mão (aa.vv., Edição Barbara Says..., Lisboa, 2013).

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Portugal, a Book of Folk-Ways



RODNEY GALLOP
ilust. Rodney Gallop (fotografias) e Marjorie Gallop (desenhos)

Cambridge, 1961
At The University Press
2.ª edição
22,2 cm x 14,6 cm
XVIII págs. + 292 págs. + XVI págs. em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada, sobrecapa impressa a duas cores directas
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta na primeira folha-de-guarda carimbo de oferta do Instituto de Cultura Portuguesa
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo mais detalhado do que a versão traduzida para português e editada pelo Instituto de Alta Cultura. Aqui, o autor estende a sua reflexão pelos domínios etnográficos, religiosos, geográficos e musicológicos, dando mostras de um trabalho de campo invulgar, que documenta com fotografias por si colhidas um pouco por todo o país. A tónica é a do registo de usos e costumes na vida agrária em vias de perder-se sob o impacte da modernidade tecno-industrial.

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Tôjos e Rosmaninhos





ALFREDO KEIL
texto, composição musical e pinturas
pref. João da Câmara


Lisboa, 1907
«A Editora»
1.ª edição
35,7 cm x 26,5 cm (álbum)
156 págs. + 19 extra-textos
subtítulo: Contos da Serra
encadernação editorial
impressão sobre papel couché, sendo os extra-textos sobre semi-cartolina e protegidos por vegetal
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da beleza poética geral desta recolha da tradição popular da zona do Zêzere, que Keil – autor da música do Hino Nacional – testemunhou e traduziu em livro, há ainda a importância acrescida para o nosso património etnográfico. Por outro lado, Keil soube também traduzi-lo mediante a sua paleta de pintor naturalista.

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A Portugueza [partitura para canto e piano]



H. [HENRIQUE] LOPES DE MENDONÇA, versos
A. [ALFREDO] KEIL, música

s.l., s.d. [Lisboa, circa 1891, seg. BNP]
s.e.
s.i. [«edição-gratis»]
32,1 cm x 22,7 cm
4 págs.
subtítulo: Marcha
exemplar envelhecido mas aceitável, restauros na dobra; miolo limpo
discreta assinatura de posse
folha volante acondicionada numa pasta de cartolina de fabrico recente
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Portugueza e a Marselheza


[HENRIQUE LOPES DE MENDONÇA
ROUGET DE L’ISLE]

Lisboa, 1905
Typographia Cesar
1.ª edição
21,7 cm x 15,1 cm (pasta)
4 págs.
subtítulo: Homenagem a Emilio Loubet – Na sua visita a Lisboa
exemplar muito estimado; miolo limpo
folha volante acondicionada numa pasta de cartolina de fabrico recente
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assinalando a visita do Presidente francês a Portugal, esta é uma das várias folhas volantes postas a circular na altura, no vertente caso reunindo os versos de ambos os hinos das duas nações.

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A Marselhesa [partitura]



[ROUGET DE L’ISLE]

Lisboa, 1905
Lith. Matta & C.ª
1.ª edição
22,4 cm x 16,8 cm [23,3 cm x 17,5 cm (estojo)]
4 págs.
exemplar estimado, restauros na dobra; miolo limpo
folha volante acondicionada num elegante estojo de fabrico recente
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Carrilho Videira (A Marselheza – Historia, Canto e Musica, Nova Livraria Internacional, Lisboa, 1881):
«A Marselheza é hoje o hymno da liberdade. Desde que este canto deixou de ser nacional para se tornar cosmopolita, desde que elle significa a emancipação do ser humano, em pleno goso de todos os direitos naturaes, cumpre a todos os que advogam a completa confraternidade dos povos, a paz e progresso da humanidade, indagar a sua origem, estudar as suas causas.
Conforme os documentos mais authenticos, tem 89 annos. Foi escripto em Strasbourg, na noite de 24 de abril de 1792, sob a preoccupação promovida pela noticia da guerra declarada á Austria, que representava a Europa colligada contra a França republicana. O maire da famosa cidade havia convidado para um banquete, em sua casa, todos os officiaes dos corpos militares que chegavam de marcha para a campanha. Ao jantar, Dictrich, profundamente.preoccupado com os resultados da guerra, e impressionado pela discussão, dirigiu-se a um dos seus jovens commensaes: Vamos, Rouget de L’Isle, vós que sois poeta e musico, escrevei-nos alguma cousa que mereça contar-se!
Rouget de L’Isle, official de engenheria, retirou-se ao seu quarto sobreexcitado pelos acontecimentos, tomou a sua viola em que ensaiou em notas de musica os versos do famoso hymno, que ia compondo a par. [...]»
A vertente edição, assinalando a visita do Presidente francês Émile Loubet a Portugal, apresenta o seu retrato e o do monarca português, o rei D. Carlos.

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domingo, maio 13, 2018

A Arquitectura e a Vida


FRANCISCO KEIL DO AMARAL

Lisboa, 1942
Edições Cosmos
1.ª edição
19,4 cm x 13,5 cm
128 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura:
«[...] As boas obras de Arquitectura representam, pois, a mais harmoniosa conjugação dos conhecimentos técnicos com o expoente de Arte atingido em determinado momento. Mas ainda não é tudo. Traduzem também os próprios ideais, a cultura e a maneira de viver dos povos.
Por isso, em todos os tempos, ficaram como índice atestador do grau de Civilização. [...]
A evolução da Arquitectura encontra-se, de-facto, tão intimamente ligada à evolução da Humanidade, que ela constitue o seu perfeito reflexo. Acompanha-a tão fielmente, traduz-lhe de tal modo as grandezas e misérias, que bem se pode considerar o conjunto dos edifícios construídos através dos tempos como a representação plástica da própria História Universal. [...]»

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sexta-feira, maio 11, 2018

Musa Cerula


AUGUSTO GIL

Coimbra, 1894
Livraria Portugueza e Estrangeira do editor Manuel d’Almeida Cabral
1.ª edição
17,3 cm x 10,9 cm
104 págs.
encadernação inteira em tecido de fantasia com rótulos da pele gravados a ouro na pasta anterior e na lombada, autenticada pelo selo de Fausto Fernandes Encadernador
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Viriato Barbosa
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto César Ferreira Gil, o poeta do lirismo terno e brando apropriado para as selectas escolares de uma época de brandos costumes...

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O Craveiro da Janela


AUGUSTO GIL

Paris – Lisboa – Porto – Rio de Janeiro, 1920
Livrarias Aillaud e Bertrand – Livraria Chardron – Livraria Francisco Alves
1.ª edição
13 cm x 10 cm
104 págs.
encadernação inteira em tecido de fantasia com rótulos da pele gravados a ouro na pasta anterior e na lombada, autenticada pelo selo de Fausto Fernandes Encadernador
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
ostenta colados no verso da pasta anterior e no verso da capa de brochura duas versões distintas do ex-libris de Viriato Barbosa
PEÇA DE COLECÇÃO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sombra de Fumo


AUGUSTO GIL

Coimbra, 1915
Moura Marques, Livreiro Editor
1.ª edição
21 cm x 16,1 cm
28 págs. + 116 págs.
encadernação luxuosa inteira em pele com gravação decorativa a ouro em ambas as pastas, utilizando um arranjo com vinhetas tipográficas, lombada com nervuras igualmente decorada, folhas de guarda em papel de fantasia e seixas gravadas a ouro
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação
aparado e brunido a ouro à cabeça
assinatura de posse na pág. 7 do primeiro caderno
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro conscientemente dedicado «Á memória piedosa e doce de João de Deus», no qual assume Augusto Gil essa influência poética. Eugénio de Castro e António Correia de Oliveira seriam poetas do mesmo modo citáveis numa leitura comparada.

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O Canto da Cigarra


AUGUSTO GIL
capa e ilust. Stuart Carvalhais

Lisboa, s.d. [circa 1956]
Portugália Editora
5.ª edição [1.ª edição ilust. Stuart]
19,6 cm x 13,1 cm
156 págs.
subtítulo: Sátiras às Mulheres
profusamente ilustrado
impresso a duas cores sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Interessante “actualização” gráfica de um livro do início do século XX, «o melhor de Augusto Gil» (segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira), e também das melhores intervenções do desenhador.

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quinta-feira, maio 10, 2018

Antologia da Moderna Poesia Portuguesa



A. C. L. [ANTÓNIO CARLOS LEÓNIDAS]

Coimbra, 1941
Tipografia da Atlântida
1.ª edição [única]
21,3 cm x 15,1 (brochura); 23,1 cm x 19,2 cm (estojo)
16 págs.
exemplar estimado mas frágil devido à exposição continuada à luz; miolo limpo
acondicionado em moderno estojo próprio de fabrico recente
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
peça de colecção
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Pedro Veiga (Petrus, Os Modernitas Portugueses – Dos Surrealistas aos Abstractos, vol. 4.º, Porto, s.d.), «Este opúsculo publicado em papel de embrulho cinzento [...] é da autoria do então estudante António Carlos Leónidas.
É uma charge espirituosa à poesia de alguns vates das modernas escolas, cujo nome foi propositadamente alterado de modo a despertar a hilariedade. [...] A par de poetas mal definidos e de outros que se podem considerar malogrados, o pastiche envolvia na mesma paródia os presencistas e os seus adversários da contra-corrente neo-realista [...].»
Nesta perspectiva, são reconhecíveis os nomes dos seguintes escritores objecto da paródia: Joaquim Apaixonado (Joaquim Namorado), Saúl Noites (Saúl Dias), Virgílio Ferreiro (Vergílio Ferreira), Negrinho da Fonseca (Branquinho da Fonseca), Cauto José (Fausto José), Ramiro Caladão (Ramiro Valadão), Farto de Oliveira (Carlos de Oliveira), Fernando Zamora (Fernando Namora), Campinas de Figueiredo (Cândido de Figueiredo), António Vamos de Almeida (António Ramos de Almeida), Adolfo Canais Morteiro (Adolfo Casais Monteiro), João Pochofel (João José Cochofel), etc. Os poemas em si mesmos afinam por idêntico diapasão.

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Canções de Entre Ceu e Terra





FRANCISCO BUGALHO
capa e ilust. Átila Mendly de Vétyemy

s.l., 1940
Edições “presença”
1.ª edição
19,1 cm x 13, cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
encadernação muito elegante e sólida em meia-inglesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada e nos remates da pele
ligeiramente aparado
conserva as capas de brochura
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
tiragem declarada de apenas 450 exemplares
pertenceu ao poeta Alberto de Serpa
VALORIZADO PELAS ANOTAÇÕES MANUSCRITAS DE ALBERTO DE SERPA DESTINADAS À REEDIÇÃO DA OBRA DE BUGALHO NA PORTUGÁLIA EM 1960
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco Bugalho (1905-1949), poeta dividido entre o Porto e Castelo de Vide, apesar da desamibilidade para com ele por parte dalguns dos companheiros presencistas, lá empurrando o seu estilo um pouco queirosiano por entre Régios, Torgas e Nemésios, com grande apreço de João Gaspar Simões. Irão ser, precisamente, José Régio, Alberto de Serpa e Luís Moita os responsáveis pela organização, preparação de original e apresentação na primeira vez que se faz a reedição conjunta da obra de Francisco Bugalho, incluída na Colecção Poetas de Hoje da editora Portugália.

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Canções de Entre Ceu e Terra


FRANCISCO BUGALHO
capa e ilust. Átila Mendly de Vétyemy

s.l., 1940
Edições “presença”
1.ª edição
19 cm x 13 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
tiragem declarada de apenas 450 exemplares
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Margens


FRANCISCO BUGALHO

Coimbra, 1931
edições presença
1.ª edição
19,7 cm x 17 cm
2 págs. + 82 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo
é o n.º 189 da uma tiragem escassa de apenas 380 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA (NÃO ASSINADA) DO AUTOR «À REDACÇÃO DA MAGASINE BERTRANDO» [SIC]
carimbo de oferta da Livraria Bertrand no ante-rosto
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, maio 09, 2018

Os Gatos – Publicação Mensal, d’Inquerito á Vida Portugueza


FIALHO D’ALMEIDA

Porto e Lisboa, Agosto de 1889 a Janeiro de 1894
Casa Editora Alcino Aranha & C.ª [n.os 1 a 41]
Livraria Editora de José Antonio Rodrigues [n.os 42 a 44]
Monteiro & C.ª – Editores [n.os 45 a 54]
Livraria Academica [2.ª série, n.os 1 a 3]
1.ª edição
57 fascículos enc. 5 volumes (completo)
[17 cm x 12 cm (vols. I a IV)] + [19,2 cm x 12,5 cm (vol. V)]
[114 págs. + 104 págs. + 110 págs. + 118 págs.] + [32 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 30 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 36 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 32 págs.] + [44 págs. + 38 págs. + 26 págs. + 34 págs. + 36 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 34 págs. + 38 págs. + 32 págs.] + [38 págs. + 34 págs. + (38 págs. + 2 págs.) + 36 págs. + 36 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 34 págs. + 32 págs. + (30 págs. + 2 págs.) + 34 págs. + 40 págs. + 32 págs. + (38 págs. + 2 págs.) + 32 págs. + 40 págs. + 36 págs.] + [40 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 36 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 34 págs. + 34 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 32 págs. + 44 págs. + 34 págs.]
encadernações editoriais homogéneas nos quatro primeiros volumes inteiras em tela encerada com gravação a ouro e negro nas pastas e na lombada, mais um volume encadernado recentemente com inteira em tela gravada a ouro na lombada
último volume aparado e carminado somente à cabeça, conserva todas as capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
LOTE VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DR. SOUSA MARTINS NOS VOLS. 47, 49, 50, 51 E 53
750,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Gatos – Publicação Mensal d’Inquerito á Vida Portugueza



FIALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1913, 1914, 1915 e 1916
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira
3.ª edição
6 volumes (completo)
19,5 cm x 11,8 cm
260 págs. + 320 págs. + 288 págs. + 328 págs. + 304 págs. + 392 págs.
encadernações homogéneas em meia-inglesa com cantos em pele, sóbria gravação a ouro nas lombadas
aparados e carminados somente à cabeça
conservam todas as capas de brochura
impressos sobre papel superior avergoado
exemplares muito estimados; miolo limpo
145,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, maio 08, 2018

Nostalgia


J. [JOAQUIM] PAÇO D’ARCOS
trad. e pref. Roy Campbell (1901-1957)

Londres, 1960
Sylvan Press London
1.ª edição
texto em inglês
19,2 cm x 13 cm
52 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
35,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas Imperfeitos



JOAQUIM PAÇO D’ARCOS

Lisboa, 1952
Edições SIT [Sociedade Industrial de Tipografia, Lda.]
1.ª edição
19,5 cm x 13,7 cm
2 págs. + 148 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR À POETISA MERÍCIA [DE LEMOS] E AO MARIDO, O ANTIQUÁRIO PARISIENSE JACQUES KUGEL... que nem abriram o livro para ler
35,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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A Obra Artística de El-Rei D. Carlos




MARIA DE LOURDES BARTHOLO
pref. João Couto
capa de João Paulo de Abreu e Lima
fotografias de Mário Novais e Artur Gomes da Cruz

Lisboa, 1963 [aliás, 1967 segundo o cólofon]
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
33 cm x 24,5 cm (álbum)
294 págs. + 11 folhas em extra-texto, duas das quais desdobráveis
profusamente ilustrado a negro e a cor
impresso em rotogravura sobre papel superior creme
capa impressa a dourado e relevo seco, sobrecapa policromada
luxuosa encadernação (autenticada pela Fundação Ricardo Espírito Santo Silva) inteira em pele gravada a ouro nas pastas, na lombada e nas seixas; guardas em seda verde-água
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
670,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Obra Artística de El-Rei D. Carlos




MARIA DE LOURDES BARTHOLO
pref. João Couto
capa de João Paulo de Abreu e Lima
fotografias de Mário Novais e Artur Gomes da Cruz

Lisboa, 1963 [aliás, 1967 segundo o cólofon]
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
33,1 cm x 24,3 cm (álbum)
294 págs. + 11 folhas em extra-texto, 2 das quais desdobráveis
profusamente ilustrado a negro e a cor
impresso em rotogravura sobre papel superior creme
capa impressa a dourado e relevo seco, sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do presidente da Fundação da Casa de Bragança, António Luiz Gomes
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Couto, na qualidade de ex-conservador do Museu de Cascais, releva no seu prefácio a importância «[...] [d]esse Rei, que não pôde superar as circunstâncias de uma época infeliz, dedicou uma grande parte da sua vida aos estudos oceanográficos e factura de um escolhido número de obras de arte, entre as quais se destacam as paisagens alentejanas e a vida do mar. [...]»

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telemóvel: 919 746 089

Política

ARTHUR RIBEIRO LOPES
prefácio de Manuel Rodrigues [Júnior]

Lisboa, s.d. [1936]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
216 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo aquele que, na sequência da implantação da ditadura com o 28 de Maio de 1926, por duas vezes teve a seu cargo a pasta, primeiro da Justiça e Cultos, e depois somente da Justiça – Manuel Rodrigues Júnior –, e que foi na realidade o cérebro jurídico da “reconstrução nacional”, «[...] O corporativismo é a expressão política da revolução [...]». Que Ribeiro Lopes muito bem caracteriza: «[...] Suprima-se ao corporativismo italiano essa vitalização nacionalista febril e ficará apenas uma odiosa coacção ou, quando muito, uma experiência duvidosa. De sorte que o êrro dos comentadores da doutrina corporativista consiste em considerá-la, na sua exclusiva realidade ideológica, e não em vê-la e senti-la, como uma espécie de aparição nacional consciente no mundo dos determinismos económicos e das fatalidades sociais. O corporativismo é, pois, em resumo, e só por emquanto, a projecção na vida económica do génio nacional. [...]»

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A Intelligencia na Litteratura Nacional


ARTHUR RIBEIRO LOPES

Lisboa, 1927
Edição do auctor
1.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
2 págs. + 192 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Abre assim o magnífico ensaio de Ribeiro Lopes (1889-1965):
«Num paiz em que a noção de critica mais divulgada, por ser a menos intelligente, é a que consiste no commentario arbitrario e affectivo, a publicação d’este volume é um acontecimento antipatico. [...]
Existe uma litteratura portuguesa?
Existiu.
Existiu no seculo XV, no seculo XVI, no seculo XVII, decahe no seculo XVIII, decahe ainda no século XIX e morre totalmente no seculo XX. [...]
Se compararmos os cinco seculos de litteratura portuguesa verificamos que no seculo XIX e no seculo XX não ha uma figura que, dentro da relatividade do progresso do pensamento humano, se possa comparar a um Fernão Lopes, um Azurara ou um Ruy de Pina. [...]»

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Linguagem e Ideologia


FERNANDO GUIMARÃES
nota de Óscar Lopes (badanas)
grafismo de Armando Alves

Porto, 1972
Editorial Inova
1.ª edição
19,5 cm x 13,8 cm
204 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de Óscar Lopes:
«[...] a linguagem não é absolutamente uma, e muito menos uma coisa ao lado das coisas. [...] Qualquer fala se situa como resposta, qualquer frase funciona como paráfrase de outra frase: quem fala localiza sempre uma ilha, que se diz eu, ou nós, ou isto, ou aqui, ou assim, ou agora, no centro provisório de um horizonte que, na sua máxima objectividade científica actual, nos aparece balizado por um espaço métrico a 4 dimensões e por uma dada interdependência histórica, e sujeita a crises, de forças produtivas e de relações de produção. Cada texto, ou estilo, poético irrompe como uma das tais ilhas, constitui-se como unidade de um sujeito que se não identifica como pura individualidade biológica, psicológica, civil ou idiomática, porque tanto se diz eu como agora, tanto se diz aqui como o nós implícito de dada classe social em dado momento. E a crítica, ou hermenêutica, literária, para ser isso e não poesia passada ao coador, é a paráfrase dialéctica [...] de um texto poético resultante da tensão permanente entre as evidências dessa subjectividade (as dos respectivos objectos intencionais) e as evidências da objectividade científica, e ainda as da prática ideològicamente articulada, a que também ninguém foge. [...]»

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Três Poemas


FERNANDO GUIMARÃES 

Lisboa, 1975
Iniciativas Editoriais
1.ª edição (reunida)
17,8 cm x 13,2 cm
72 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de dois livros anteriores, há muito esgotados, do poeta e ensaísta Fernando Guimarães, e de um vasto núcleo de dispersos por jornais ou antologias.

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segunda-feira, maio 07, 2018

Cascais Menino




PEDRO FALCÃO
pref. Yan Rub

Cascais, 1981
Edição da Câmara Municipal de Cascais
2.ª edição (aumentada) [do vol. I]
1.ª edição [vols. II e III]
25,5 cm x 19 cm
136 págs. + 212 págs. + [272 págs. + 3 folhas em extra-texto]
subtítulos: vol. II - Personagens da Nossa Terra; vol. III, primeira parte - Personagens da Nossa Terra; vol. III, segunda parte - Algumas das Mais Importantes Casas de Cascais
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares muito estimados; miolo limpo
valorizado pelo autógrafo do Autor no vol. III e pela dedicatória manuscrita do presidente da Câmara Municipal de Cascais em 1986 (Georges Alphonse Silveira Dargent) no vol. II
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

De nome completo Simão do Santíssimo Sacramento Pedro Cotta Falcão Aranha de Sousa e Menezes, a sua ligação à aristocracia local dá-lhe, da vila de Cascais, uma consciência ora de encanto pelos seus aspectos mais populares – os lugares, as gentes –, ora de perda dos tempos idos. Livro de crónica, mas também de história regional. Apresenta-o sua esposa, Yan Rub, assim:
«[...] Aprendeu no campo a conhecer as plantas, as árvores, e todos os pássaros. Como caçador percorreu todos os arredores de Cascais e quantas vezes em dia de abertura trouxe o melhor cinto.
Como pescador conhece todas as pedras das arribas e todos os pesqueiros, sabe iscar, acenar e ver nas ondas os robalos.
Conhece os barcos pelos seus nomes e pelas suas velas e linhas. Sabe desde pequeno nadar, saltar e mergulhar. Sabe içar uma vela, navegar à vela ou a motor e marcar um rumo.
Aprendeu a pilotar, foi aviador, fez serviços de guerra, foi derrubado e viu a morte de perto. Voltou, montou a escola de Voo e Vela de que foi director.
Teve barcos, teve cavalos, escreveu livros [...]», etc., etc.
Esta nova edição – a segunda do primeiro volume e primeira dos outros dois – expande a crónica das figuras notáveis, e daqueles que trabalham para descanso desses notáveis, de um lugar e uma época, no estilo “terra-a-terra” de Pedro Falcão. Excelente acervo de pequenos detalhes quotidianos.

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